Durante um protesto na DF-001, moradores do assentamento 26 de setembro, localizado entre Brazlândia e Taguatinga, entraram em confronto com a tropa de choque da Polícia Militar, na manhã desta quinta (25). Os manifestantes bloquearam integralmente a pista e se sentaram no chão. Segundo a Polícia Militar, cerca 300 pessoas participaram do ato. Por volta das 9h30, o grupo seguiu para a Praça do Buriti, no Eixo Monumental, para continuar com a manifestação.
Os moradores do assentamento foram recebidos pelo subsecretário de Movimentos Sociais e Participação Popular, da Secretaria de Relações Institucionais e Sociais, Acilino Ribeiro, no fim da manhã. Após ouvir o grupo, Ribeiro sugeriu um novo encontro, às 16 horas desta quinta-feira (25), para se inteirar do contexto das derrubadas.
Área de conservação ambiental
Os manifestantes reclamam das operações da Agência de Fiscalização do Distrito Federal (Agefis) em derrubadas de casas e barracos na região nos últimos dias. Em nota, a Agefis esclarece que a área do assentamento, onde moram mais de 10 mil pessoas, é de uma unidade de conservação ambiental com 997 hectares, a Floresta Nacional de Brasília, criada em 1999. A agência confirma que derrubou ontem 11 edificações e explica que, por se tratar de terra pública, não existe a obrigação de notificar os invasores. Os ocupantes que atendam aos critérios fixados em lei poderão receber auxílio, o que está sendo acompanhado pela Secretaria de Desenvolvimento Humano e Social.
Confrontos
Durante a manhã, a pista no Assentamento 26 de Setembro foi desobstruída por volta das 9h15 pelo Corpo de Bombeiros. Segundo o tenente coronel Hélio Almeida, os manifestantes são invasores de área com impossibilidade de ser habitada. “Eles estão em áreas ambientalmente sensíveis e querem permanecer. Além disso, são invasões em área pública. Estamos preservando a vida e garantindo a fluidez do trânsito”, declarou o militar.
Os invadores já haviam feito um outro manifesto na manhã dessa quarta (24), em protesto pela derrubada dos barracos. Eles queimaram pneus e pedaços de madeiras para impedir a entrada dos órgãos. Segundo a Agefis, onze construções irregulares para fins de moradia foram removidas do local.
