Antônio Rodrigues de Souza Júnior, 33 anos, comerciante do restaurante Sabor de Casa, localizado na 713 Norte, acredita que as obras podem trazer melhorias, mas reforça a necessidade de ações na área da segurança pública.

“Expectativa é sempre boa, porque a gente imagina que vai ser para melhor. Mas o que mais se precisa aqui na Asa Norte é segurança. Acho que 99% das pessoas vão dizer isso. Depois vêm as outras coisas, como calçadas e asfaltos, que também precisam melhorar, mas a prioridade é a segurança. Tem muito mendigo e muito bandidinho por aqui”, afirmou.
Ita, 60 anos, moradora da região desde 2003, acredita que as mudanças chegam com atraso. Ela conta que há anos solicita melhorias na infraestrutura básica, como pavimentação e calçadas. “Sempre é bem-vinda qualquer melhoria. Aqui, quando é seco, é poeira; quando chove, é lama. Fiquei feliz com a novidade de ver as máquinas na porta, mas elas já foram embora. Espero que voltem e que dessa vez seja diferente”, desabafou.

Segundo ela, a revitalização pode ajudar a movimentar o comércio e reduzir a criminalidade, mas o problema só será resolvido com segurança constante. “Aqui estamos abandonados. Não temos calçadas nem segurança. Vivo encontrando faca, estilete, coisas de assaltos. Pelo tanto de imposto que pagamos, deveria ser bem melhor. Nas quadras 100, 200 e 300, há estrutura para caminhar, mas aqui não. Eu saio para caminhar em outras áreas porque não tem como andar aqui”, completou.
Renaldo Souza, 36 anos, vendedor da loja Rota das Chaves na 714 W3 Norte, também vê a reforma com bons olhos e espera melhorias na área de estacionamento. “A gente fica feliz com essa reforma. Aqui do lado da loja tem um espaço que é só chão batido, cheio de poeira. Tenho certeza de que eles vão melhorar isso, e será muito bom para a gente”, disse.
