Muita confusão e impasse na reunião que deveria decidir, dosage ontem, abortion a moradia das 26 famílias que residem na Quadra 5, uma área de risco no Varjão. Apesar do Governo do Distrito Federal (GDF) oferecer duas alternativas de moradia – Expansão de Samambaia e albergue de Taguatinga –, a comunidade ainda reluta em sair do local. Os moradores reclamam que muitas pessoas com menos tempo na região receberam lotes e apartamentos em sorteios. E mesmo com a possibilidade de desabamentos e deslizamentos, a
melhor opção seria a transferência para locais adequados no próprio Varjão.
A decisão ficou para os próprios moradores, mas as opções não são muitas. Grande parte da comunidade não quer sair do local e oGDFafirma que não irá remover ninguém à força. O secretário de Desenvolvimento Social, João Oliveira, porém, ressalta a importância de um lote definitivo. “O ideal é a regularização. A Secretaria de Obras do GDF irá construir, em 30 dias, uma pequena casa em Samambaia para cada família em situação de risco. Com abrigo, luz e saneamento básico as pessoas poderão recomeçar as suas vidas”, afirmou. Para o diretor- executivo da Defesa Civil, Alexandre Costa, não há como garantir a preservação do cidadão no local onde vivem atualmente. “Foi feito um mapeamento das condições do Varjão e foi detectado grande perigo de vida na Quadra 5, onde caiu a árvore em três casas e nas proximidades”, alertou.
Soluções
Os moradores alegam que os locais oferecidos não têm condições de habitação, trabalho e educação para os filhos. Segundo a balconista Adriana Santos, de 22 anos, a solução é radical. “Há três anos, moro na Quadra 5 e trabalho em uma panificadora da cidade. Se eu mudar para Samambaia vou perder o meu emprego. E ainda vou ter que remover os meus dois filhos pequenos que estudam na escola integral da Asa Norte por conta da distância”, disse. Já a cozinheira Maria Coraci Pereira acredita que a transferência irá lhe garantir uma vida digna e sem preocupações. “Quando chove o barraco todo inunda e há focos de dengue. Há muitos ratos, gambiarras e mau cheiro por conta das fossas a céu aberto. Eu esperava o lote, mas não tive sucesso no sorteio”, completa. Há 28 anos no Varjão, Petrônio de Sousa Martins, aposentado, acredita que o principal motivo da remoção seria a valorização dos lotes do Varjão. “Vou trocar um terreno perto de tudo para um local a 20 minutos de uma parada de ônibus e sem comércio. Já estive nessa situação antes”, afirma. Outro caso inusitado é o do autônomo João Xavier, que deixou a sua casa para morar de aluguel com a promessa de receber um lote com prioridade por ter deficiência na perna esquerda.
De acordo com o presidente da Associação dos Moradores, José Maria Martins, o grande objetivo da população é morar no Varjão. “A comunidade constituiu família aqui, mas a situação é precária. Alguns pensam em sair e outros em serem removidos para lotes na cidade”, avalia.