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Brasília

Moradores do Lago Sul convivem com água escura que corre pelas ruas

Arquivo Geral

26/08/2010 7h57

 

Da Redação

redacao@jornaldebrasilia.com.br

 

Em uma das áreas mais nobres de Brasília, moradores sofrem com um problema comum em regiões com pouca ou nenhuma infraestrutura. Um líquido escuro, parecido com borra de café, sai de uma caixa de passagem localizada na calçada  em frente ao Deck Brasil, na QI 11 do Lago Sul, segue pela pista, passa pela fachada do 5º Batalhão de Polícia Militar, pela 10ª Delegacia de Polícia e costuma terminar o trajeto na Administração Regional do Lago Sul (RA XVI).

 

A água leva, no percurso, toda a sujeira à margem do meio-fio, como folhas secas e, segundo os moradores, tem mau cheiro. José Luiz Veloso, um dos médicos pioneiros de Brasília e  morador do Lago Sul desde 1965, afirma que  foram feitas várias reclamações à RA XVI e à Companhia de Saneamento Ambiental do Distrito Federal (Caesb), mas nenhuma solução foi apresentada. “Isso é omissão por parte do poder público, que não toma uma providência. Essa água imunda passa em frente a tantos prédios do governo, incomoda os moradores e ninguém faz nada”, indigna-se. “Hoje está melhor, porque  avisei que chamaria a imprensa. Ontem estava caótico”. 

 

O casal de funcionários públicos Teresa e João Costa costuma correr pela manhã na calçada próxima ao vazamento. Eles fazem coro à indignação de Veloso. “Essa água exala um cheiro horrível. Além disso, os carros espirram essa sujeira na calçada quando passam. O prefeito da quadra já informou aos órgãos competentes, mas, que eu saiba, nada foi feito”, afirmou João Costa. Para o jornalista Paulo José Cunha, os serviços públicos demoram a ocorrer. “Até a poda de árvores é demorada, apesar dos pedidos e das reclamações constantes”. 

 

Outra denúncia feita por José Luiz Veloso é sobre um terreno onde, segundo o médico, havia um hospital. “Há mais de 20 anos não tem nenhuma construção, só ruínas”, esclarece. Um buraco no meio da área acumula água  proveniente da chuva. Para evitar focos de mosquito da dengue, foram colocados peixes que se alimentam de larvas.

 

 

Leia mais na edição desta quinta-feira (26) do Jornal de Brasília.

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