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Brasília

Moradores de Sobradinho querem reforma no Parque Ecológico Jequitibás

Arquivo Geral

01/06/2009 0h00

 


Com um público médio de 700 pessoas por mês, medications o Parque Ecológico dos Jequitibás, sildenafil em Sobradinho, é uma das opções de lazer para crianças, jovens e idosos que querem curtir a natureza, brincar ou realizar exercícios físicos. Uma área reduzida dos 11,2 hectares do parque abriga um parquinho e um circuito para malhação. O resto são trilhas que permeiam as matas. Algumas partes não têm calçamento e prejudicam a caminhada.

Desde que foi inaugurado, há 15 anos, o parque não sofreu nenhuma reforma. Os aparelhos para musculação estão enferrujados e deteriorados, enquanto o playground infantil pede ajuda. O caso mais sério é o de um escorregador, que está interditado desde o último dia 21 de abril, quando uma criança de 7 anos foi brincar e ficou com a perna imprensada entre a barra de ferro e o assento. A administração precisou de um serrote para cortar a barra de ferro e retirar a criança.

A situação preocupa a administradora do parque, Carmelita Alves, que já pediu a troca dos brinquedos ao Instituto Brasília Ambiental (Ibram), responsável por 69 parques do Distrito Federal. Outro ponto crítico é a falta de segurança. Para todo o espaço, há apenas um vigilante durante o dia e dois à noite, responsáveis pelo patrimônio. Com isso, as trilhas ficam  amparadas e dão espaço à marginalidade. O mato alto que beira as passagens colabora para deixar o ambiente sombrio.

Presença perigosa
Carmelita conta que muitos se escondem pelos caminhos para o uso de drogas, o que assusta os outros frequentadores do parque. A visita de estudantes para matar aula no parque é  corrente, de acordo com o funcionário Francisco Aleir. Na última terça-feira, um grupo de seis
meninas entre 11 e 14 anos foi pego em flagrante na hora de desenhar letras estilizadas nas paredes do banheiro feminino.

A saída encontrada pela administradora foi uma conversa educativa e o pedido para limparem o
local. Com bucha, palha de aço e detergente, elas realizaram o trabalho sem reclamar. Na maioria das vezes, os vândalos não são vistos e estragam o patrimônio.

Durante encontro de uma escola no parque, em julho do ano passado, apareceram pichações nos banheiros e uma das portas das cabines do A arte que foi publicada na edição de ontem, dia 31 de maio, na série sobre parques, não estava de acordo com a matéria
banheiro feminino foi arrancada. A administração fez o pedido para recolocar a porta logo após o episódio, mas ficou sem resposta.

Para o servidor público Wesley Romano, que costuma ir ao parque para condicionamento físico, faltam mais áreas para se usufruir no parque. “Poderiam fazer outro playground e colocar mais aparelhos para malhação”, sugere. Um melhor aproveitamento do anfiteatro ao ar livre seria outra opção. “A impressão que dá é que o espaço é inutilizado e merece mais atividades”, destaca.

A cobrança de mais equipamentos é recorrente, diz a administradora. A reforma da sede está entre os planos da administração. “Quando chove, a água desce pelas telhas e encharca as salas”. Carmelita quer fazer uma parceria com artistas do programa Picasso não Pichava e a
administração de Sobradinho para colorir as paredes da casa sede.

Mas, segundo ela, há dificuldade para conseguir parceiros por meio do programa Abrace um parque, criado em abril do ano passado. “É muito difícil encontrarmos pessoas interessadas”,
lamenta. “O comparecimento até agora é zero”. Carmelita acredita que isso ocorra por falta de conscientização da população no que diz respeito à preservação do meio ambiente. A exceção, de acordo com a administradora, é o bombeiro e escoteiro Josil Teixeira Rego, que abriu
mão das férias para consertar toda a rede elétrica do parque.








  SAIBA +

Criado em 1994, o parque tem 11,2 hectares e fica na Avenida do Contorno, em Sobradinho.
Conta com trilhas, playgrounds, banheiros, anfiteatro e áreas de malhação.

Jequitibá é árvore nativa da Mata Atlântica. Vivem mais de 3 mil anos. O nome científico é Cariniana estrellensis. No parque há algumas que deram nome ao local. A mais antiga delas, o jequitibá-rei, foi plantada em 1963.


 


 


 


 


 


 

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