Menu
Brasília

Moradores de invasões de Samambaia ganham casas

Arquivo Geral

13/07/2009 0h00

Moradores das invasões das quadras 123, buy information pills 127 e 327 de Samambaia começaram um novo capítulo de suas vidas neste sábado (10). São 84 famílias que por meio de mais um mutirão, remedy organizado pelo GDF, symptoms receberam suas moradias. Até o fim de agosto, outras 69 famílias serão beneficiadas, totalizando 815 pessoas. Os novos moradores receberam o Termo de Concessão de Uso e em dez anos terão as escrituras em mãos.
      
Segundo o governador José Roberto Arruda, a situação destas famílias, que moravam há mais de dez anos em uma invasão, era precária. “São pessoas que viviam abaixo da linha da miséria. Não havia banheiro nas casas e eles conviviam diariamente com ratos.  A partir desta casa, eles vão poder começar um vida com dignidade”, afirmou Arruda.
      
De acordo com o secretário de Habitação, Paulo Roriz, Arruda verificou o risco que as famílias corriam e pediu um novo espaço para elas. “O governador determinou que conseguíssemos um lugar. Ainda temos outras 100 remoções que devem ser feitas até o fim do ano”, adiantou o secretário.
      
Durante a entrega das chaves, Arruda disse que este processo de remoção de famílias e a construção de casas por meio de mutirão só será realizado para famílias realmente carentes. “A análise destas áreas é feita caso a caso. O importante é que não aceitamos mais invasões em Brasília. Quem comprar lote de grileiro não vai ter nenhum direito. Nossa cidade precisa ser preservada”, ressaltou o governador.
      
A construção das casas foi feita por funcionários das Administrações Regionais e pelos próprios moradores que trabalharam durante 45 dias.  As moradias foram construídas com recursos do cheque-moradia, no valor de R$ 4,5 mil. As casas possuem 27 m² e o projeto foi realizado para que no futuro, estas famílias possam ampliar a construção de acordo com suas necessidades.
      
A infraestrutra da quadra deverá ficar pronta em breve. De acordo com o secretário de Habitação, as obras de água e esgoto já começaram e dentro de 15 ou 20 dias as instalações elétricas estarão prontas. “O que vai faltar é o asfalto, mas até o fim do ano estará tudo pronto”, garantiu o secretário.
      
Durante o processo de remoção, os moradores foram encaminhados para uma unidade do COSE e, posteriormente, para tendas próximas às construções. Neste período, receberam auxílio da equipe da Secretaria de Desenvolvimento Social e Transferência de Renda (SEDEST). “Apesar da situação na tenda não ser fácil, era melhor do que quando eles moravam nos barracos. Mas, ainda assim, fizemos tudo para minimizar as dificuldades. Entregamos roupas de cama, refeições balanceadas, conseguimos banheiros químicos”, disse a secretária de Desenvolvimento Social, Eliana Pedrosa.
      
O governador também falou sobre a dificuldade de mostrar para as famílias que a remoção era o melhor caminho. “Embora a situação deles fosse extremamente ruim, aquilo era a única coisa que eles tinham, por isso se agarravam de todas as formas naquele lugar. Eles achavam que somente aquilo era possível”, contou Arruda.
      
Leidiane Priscila Bezerra, 19 anos, é uma das moradoras que não acreditavam que podiam ter um lugar melhor para viver. Quando o governador propôs a mudança, ela não quis. “A gente não queria sair. Achávamos que não ia dar certo. Pedi uma garantia para o governador e ele disse que só tinha uma: a palavra dele”, disse Leidiane. Após cinco anos na invasão, ela garante que deixar o local foi uma ótima escolha. “Hoje minha vida é mil maravilhas. Vou ter água e luz em uma casa que é minha e da minha filha. Acabaram os ratos e enchentes”, afirmou.
      
O primeiro mutirão realizado pelo GDF foi na quadra 55 de Brazlândia. O resultado positivo impulsionou o governo a adotar mais uma vez o modelo de trabalho. “Tivemos uma excelente experiência em Brazlândia. Então, resolvemos fazer novamente”, disse Arruda.
   

    Você também pode gostar

    Assine nossa newsletter e
    mantenha-se bem informado