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Brasília

Moradores da microbacia Córrego do Urubu difundem experiências de cunho sustentável

Arquivo Geral

11/04/2010 17h32

Mariana Laboissiére
mariana.laboissiere@jornaldebrasilia.com.br

Overbo disseminar nunca esteve tão presente na vida dos moradores da microbacia do Córrego do Urubu como agora. Eles fazem parte de um movimento de preservação permanente da região e lutam pela difusão de experiências de cunho sustentável. Além de cuidar das águas e investir na permacultura, que tem como base a convivência harmônica dos habitantes com o ecossistema, os integrantes do movimento Salve o Urubu – criado em 2007 – promovem, periodicamente, ações carimbadas por entidades ambientais de referência.

 

Ontem, foi a vez do voluntariado ambiental do Instituto HSBC de Solidariedade conhecer o projeto. Um grupo de 18 pessoas participou de uma visita à região, que contou com ida à cachoeira, observação do método de monitoramento da qualidade da água e trilha até a nascente do córrego. A iniciativa servirá de modelo para orientar mobilizações em outras bacias dentro do Movimento Nascentes do Brasil, conduzido pela WWF-Brasil.
O superintendente de Agências do HSBC, Samuel Rizzo, 36 anos, foi uma das pessoas que participou do percurso. Ele se mostrou preocupado com o adensamento urbano na região. “Parece inevitável que áreas como essas sejam invadidas por casas, mas não podemos deixar isso acontecer de maneira a prejudicar o meio ambiente”, opina. “É preciso mostrar para o governo que custa caro remediar. É preciso sim, investir de maneira preventiva”, arremata.

 

A preservação sempre esteve entre as principais preocupações dos moradores mais antigos do local e as parcerias com entidades engajadas auxiliaram o aporte técnico e financeiro para a manutenção da atividade. Atualmente, cerca de cem famílias moram nas imediações do Córrego do Urubu, mas nem todas fazem parte do movimento.  O permacultor Andrew Miccoles, 40 anos, vive no território há 14 anos e, desde então, atua na conservação da área e conscientização social. “Esse lugar era degradado há alguns anos e por meio de plantio de mudas, de técnicas de semeadura, cuidado com as áreas de cabeceiras e acero, conseguimos a regeneração do ambiente”, afirma.

 

O monitoramento da qualidade da água é outra atividade importante feita pelos próprios moradores. O servidor público Elmar Umberto Techmeier, 48 anos, é o atual encarregado. “O Córrego do Urubu é um tributário do Lago Paranoá. Então, é necessário zelar por bons índices mensalmente”, revela.

 

Leia mais na edição deste domingo (11) do Jornal de Brasília

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