Luís Augusto Gomes
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A importância da participação da população em denunciar pessoas que praticam ou estão prestes a cometer um crime foi decisiva na prisão de três homens considerados como de alta periculosidade, no momento que se preparavam para assaltar um restaurante, na 706/707 Norte. Um morador do local desconfiou da situação e chamou a polícia. No carro em que os três estavam, um Audi A3, foram encontrados um revólver calibre 38, luvas cirúrgica para não deixar impressões digitais, marreta e talhadeira usadas em arrombamento, além de bonés para esconder o rosto.
Segundo o delegado Fernando Costa, chefe da Delegacia de Repressão a Roubos e Furtos (DRF), o que mais impressionou foi que os três presos trabalhavam no Supremo Tribunal Federal, no GDF, e na Defensoria Pública, dentro de um convênio com a Fundação Amparo ao Trabalhador Preso (Funap).
“Todos os três são condenados há mais de dez anos por roubo, sequestro relâmpago”, afirmou o delegado Costa.
A Funap informou ter 52 contratos para a utilização de mão de obra de sentenciados, nos quais trabalham 1,3 mil presos, e garante que o número daqueles que voltam ao crime é muito pequeno.