Menu
Brasília

Monitoramento interno nas escolas

Arquivo Geral

18/04/2013 11h30

“Políticas Públicas e gestão melhorando os resultados”, este foi o tema do Painel 57 do segundo dia do quadro de palestras do IV Congresso Consad de Gestão Pública, nesta quarta-feira (17), no Centro de Convenções Ulysses Guimarães, em Brasília. Na ocasião, uma das palestrantes, Vera Lúcia Zensque Falchione falou sobre o monitoramento das aulas e avaliação como meio para promover um ensino de qualidade no Centro de Ensino Médio Castro Alves, no município de Palmas, em Tocantins.

 

Vera Lúcia, que também é gestora da Escola, declarou que a experiência nova traz mecanismos importantes para subsidiar o processo de formulação e monitoramento de Políticas Públicas responsáveis para nortear ações de melhoria de aprendizagem. O Salto, por exemplo, é um monitoramento interno que melhora a avaliação e a qualidade do ensino médio.

 

Segundo dados do Sistema Nacional da Avaliação Básica (Saeb) do Ministério da Educação, em 2009, apenas 11% dos alunos do 3º ano do Ensino Médio dominavam o conteúdo das matérias: Matemática e Português. A partir daí, começaram os estudos para mudar esse quadro por meio de monitoramentos.

 

Para a gestora pública Vera Lúcia, além destes mecanismos, é primordial que o professor saiba da sua essencial importância nesse processo como formador de cidadãos. “E que apesar de não ganhar tão bem, possa dar o melhor para a formação dos alunos, futuros profissionais deste País”, frisou. O Salto (monitoramento interno) é feio bimestralmente pelas instituições públicas no Estado de Tocantins. “O grande desafio é desmistificar esta avaliação como exame e colocá-la como meio de avaliação de ensino”, explicou Vera Lúcia.

 

O processo de monitoramento está sendo feito apenas desde junho de 2012. “Não temos nem um ano e detectamos várias dificuldades, como exemplo, uma equipe de apenas 10 pessoas para atender cerca de 850 municípios”, relatou um dos painelistas. Segundo Vera, o Estado também não disponibiliza profissionais de Educação suficientes para atender aos alunos que estão em dificuldades, com notas baixas e precisam de aulas de reforço. Para amenizar este problema foi feito um convênio com a Universidade Federal do Tocantins e alguns alunos do curso de Engenharia dão aulas em caráter voluntário para um grupo de alunos do Centro de Ensino Castro Alves, em Palmas. A maioria dos professores, por já cumprirem uma carga horária de 8 horas diárias, não teria disponibilidade para dar esse reforço aos alunos.

 

Essa experiência pode servir de modelo para outros municípios brasileiros que ainda não adotaram esse sistema de monitoramento.

    Você também pode gostar

    Assine nossa newsletter e
    mantenha-se bem informado