“Políticas Públicas e gestão melhorando os resultados”, este foi o tema do Painel 57 do segundo dia do quadro de palestras do IV Congresso Consad de Gestão Pública, nesta quarta-feira (17), no Centro de Convenções Ulysses Guimarães, em Brasília. Na ocasião, uma das palestrantes, Vera Lúcia Zensque Falchione falou sobre o monitoramento das aulas e avaliação como meio para promover um ensino de qualidade no Centro de Ensino Médio Castro Alves, no município de Palmas, em Tocantins.
Vera Lúcia, que também é gestora da Escola, declarou que a experiência nova traz mecanismos importantes para subsidiar o processo de formulação e monitoramento de Políticas Públicas responsáveis para nortear ações de melhoria de aprendizagem. O Salto, por exemplo, é um monitoramento interno que melhora a avaliação e a qualidade do ensino médio.
Segundo dados do Sistema Nacional da Avaliação Básica (Saeb) do Ministério da Educação, em 2009, apenas 11% dos alunos do 3º ano do Ensino Médio dominavam o conteúdo das matérias: Matemática e Português. A partir daí, começaram os estudos para mudar esse quadro por meio de monitoramentos.
Para a gestora pública Vera Lúcia, além destes mecanismos, é primordial que o professor saiba da sua essencial importância nesse processo como formador de cidadãos. “E que apesar de não ganhar tão bem, possa dar o melhor para a formação dos alunos, futuros profissionais deste País”, frisou. O Salto (monitoramento interno) é feio bimestralmente pelas instituições públicas no Estado de Tocantins. “O grande desafio é desmistificar esta avaliação como exame e colocá-la como meio de avaliação de ensino”, explicou Vera Lúcia.
O processo de monitoramento está sendo feito apenas desde junho de 2012. “Não temos nem um ano e detectamos várias dificuldades, como exemplo, uma equipe de apenas 10 pessoas para atender cerca de 850 municípios”, relatou um dos painelistas. Segundo Vera, o Estado também não disponibiliza profissionais de Educação suficientes para atender aos alunos que estão em dificuldades, com notas baixas e precisam de aulas de reforço. Para amenizar este problema foi feito um convênio com a Universidade Federal do Tocantins e alguns alunos do curso de Engenharia dão aulas em caráter voluntário para um grupo de alunos do Centro de Ensino Castro Alves, em Palmas. A maioria dos professores, por já cumprirem uma carga horária de 8 horas diárias, não teria disponibilidade para dar esse reforço aos alunos.
Essa experiência pode servir de modelo para outros municípios brasileiros que ainda não adotaram esse sistema de monitoramento.