
O Tribunal de Justiça do Distrito Federal (TJDF) decretou a prisão preventiva de Walisson Santos Lemos, de 24 anos. Ele deverá ficar preso por tempo indeterminado até que a Polícia Civil conclua a investigação do assassinato da professora Christiane Silva Mattos, 37 anos, encontrada morta quinta-feira, dentro do próprio carro, no estacionamento 9, no Parque da Cidade.
A decisão do Judiciário vai ajudar o trabalho da delegada Mabel Faria, chefe da 1ª Delegacia de Polícia (Asa Sul), responsável por esclarecer as circunstâncias da morte e por qual crime o suspeito será indiciado. Com a prisão preventiva, a delegada terá mais tranquilidade para esclarecer vários pontos ainda obscuros no caso.
O advogado Álvaro Gustavo Chagas, contratado para fazer a defesa de Walisson, disse que está analisando o caso, e vai recorrer da decisão para que o cliente tenha condições de responder o inquérito em liberdade. Chagas disse que conversaria com o suspeito, no Departamento de Polícia Especializada (DPE), para definir a estratégia de ação.
Habeas corpus
Questionado a respeito das três versões apresentadas pelo cliente, o advogado preferiu não comentar para não prejudicar a defesa em um possível habeas corpus que deverá impetrar no Judiciário. “Precisamos de cautela neste momento para definir o que será melhor para o Walisson”, disse Chagas.
O suspeito está preso desde sexta-feira. A polícia o localizou em Santa Maria, onde mora. As impressões digitais deixadas pelo suspeito no carro da educadora, um Fiat Bravo preto, foram determinantes para a prisão em flagrante. Ele confessou o crime.