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Brasília

Mistério no Cruzeiro: presente, teste ou simplesmente sorte?

Arquivo Geral

07/02/2013 7h10

Patrícia Fernandes
patricia.fernandes@jornaldebrasilia.com.br

 

Abrir a porta de casa e encontrar uma quantia significativa de dinheiro no quintal. Só em sonho, certo? Errado.  Nas últimas semanas, dois moradores do Cruzeiro Velho procuraram a polícia para fazer essa denúncia inusitada. As notícias se espalharam e intrigam os brasilienses. Seria um presente de Natal fora de época? Nas ruas, as opiniões são as mais variadas.

O motorista José Evandro Belarmino, 67 anos, foi o primeiro agraciado pelo presente. Era uma tarde de terça-feira quando seu filho achou R$ 12 mil embrulhados em papel de presente. O segundo presenteado, que preferiu não se identificar, encontrou a quantia de R$ 7,6 mil, também embrulhados para presente. Ambos os embrulhos continham a frase: “Feliz Natal”.

O assunto tem dividido a opinião dos moradores da capital. Alguns acreditam que a doação é fruto da caridade de alguém que tem muito dinheiro e não sabe o que fazer. Outros afirmam que se trata de uma doação para amigos. E há quem acredite na possibilidade de o dono voltar para receber. Enquanto algumas pessoas asseguram que entregariam o dinheiro à polícia imediatamente, outras fazem planos com a possível bolada.

Para a gari Ivone de França, a doação foi feita por um ganhador da Mega Sena. “Foi uma pessoa que ganhou na loteria e não sabia o que fazer com o dinheiro. Se eu achasse, iria fazer um bom uso do dinheiro e não iria atrás do dono. Afinal, achado não é roubado”, dispara.

Expectativa

 Ivone revela que está na expectativa de ser presenteada. “Estou sempre procurando um embrulho. Quem sabe não chega a minha vez de achar?”, indaga. Ela revela que caso fosse agraciada, viajaria para aproveitar a quantia.
Seu colega de profissão, Diomar Lima dos Santos, achou R$ 60 dentro de um boné e acredita que a sorte já está a seu favor.

 “Estava trabalhando e achei o dinheiro no lixo. Já pagou o meu almoço. Acho que a cidade está favorável para quem pretende achar dinheiro”, afirmou, sugerindo que não vai procurar o dono.

O gari revela que conhece pessoas que estão levando a procura  a sério: “Conheço gente que está procurando todos os dias, mas não sei se a pessoa vai continuar distribuindo”, arrisca.

 

O chapeiro Marcelo dos Santos aceitaria o presente sem reclamar. “Eu não devolveria. Quem fez isso tem muito dinheiro e não sabe o que fazer. Ou, de repente, é um amigo que queria ajudar o outro e não queria se expor”, conjectura.

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