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Brasília

Mirtesnet: do Conic para todo o Brasil

Arquivo Geral

04/03/2013 8h10

Suzano Almeida

Especial para o Jornal de Brasília

 

 

As redes sociais são febre em todo mundo há algum tempo. Pessoas de todas as idades passam horas em bate-papos, vendo e postando fotos e, como não poderia ser diferente, fazendo amigos de várias partes do País e do mundo. Você até pode estar pensando que estamos falando dos famosos Facebook, Twitter, ou do, praticamente instinto, Orkut. Engano! A nova febre da internet atende pelo nome Mirtesnet (www.mirtesnet.com) e foi criada aqui no Distrito Federal. Com apenas três meses de funcionamento, a rede social já conta com mais 923 mil usuários cadastrados, que estão abandonando aos poucos as grandes redes sociais.

 

A fórmula é baseada nos moldes da famosa criação Mark Zuckerberg, e se expandiu de uma forma quase que inocente. “Meu filho queria criar um conta em uma rede social, mas eu achava que era muito perigoso, e ele estaria exposto. Foi então que ele deu a sugestão: ‘Faz uma para mim’ e daí surgiu a ideia, há três anos”, conta o criador do site Carlos Henrique do Nascimento, que mantém todo o processo em uma pequena sala do Conic.

 

Fé de amigo

Para funcionar Carlos teve que contar com uma boa lábia, e a fé de um amigo nele. É ai, entra Jorge Roberto. O empresário da área de consultoria jurídica foi convencido a vender um carro para bancar os custos da criação do site. “Acreditei que poderia dar certo, mesmo sem nenhuma garantia. Eu penso que tem tanta gente que investe em jogador perna-de-pau, que resolvi investir no projeto. Quando ele estiver ganhando bem, me devolve o que emprestei”, se alegra com o sucesso do amigo.

 

Concluída a parte de criação, passou-se a fase de publicidade. Sem recursos para grandes campanhas, o jeito foi fazer faixas de pano, que eram distribuídas pela cidade em horários de pico. “Nós chegávamos a colocar diariamente 60 faixas nas principais vias do DF. Passado o horário de maior movimento, voltávamos rapidamente e as retirávamos, antes de a fiscalização arrancá-las”, lembrou Jorge Roberto.

 

Interação sem controle

O aumento no número de usuários impressionou o criador do Mirtesnet. Carlos Henrique pensava que o fato do site estar constantemente travando era culpa dos programadores, mas ao ligar para a empresa que o hospedava, recebeu a notícia que o site não estava suportando o número de acessos. 

 

“Eu pagava mensalmente R$ 29,90. Quando a atendente me disse que para melhorar o desempenho seria necessário ampliar o valor, eu disse: ‘então põe em um plano de R$ 100’ e ela respondeu: ‘Senhor, terá que ser um muito maior’”, lembrou.

 

O Mirtesnet não se resume apenas ao DF. Paula Martins, 21 anos, conta que a partir da própria rede social conheceu pessoas de outras cidades. “Tenho amigos de Juiz de Fora (MG), e em Goiânia, com quem mantenho constante contato”, afirma ela, que costuma indicar a site para amigos que ainda estão em outras redes sociais.

 

Marcos Ribeiro de Siqueira, 20, auxiliar de Serviços Gerais, também é propagador do novo site e já tem mais de três mil amigos. “ O que me agrada é que eu não sou bloqueado por fazer solicitação de amizade”, afirmou.

 

Carlos Henrique explica que ao contrário do Facebook, que não dá acesso a pessoas com quem o usuário não possua ligação, o Mirtesnet permite que as pessoas solicitem amizade a qualquer pessoa. “Temos a liberdade de buscar interagir com qualquer pessoa”, garante.

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