Júlia Carneiro e Elaine Siqueira
redacao@jornaldebrasilia.com.br
Não há quem não fique tentado a iniciar uma coleção qualquer, seja por hobby ou por querer preservar algo que remete a emoções nem sempre compreensíveis. Por isso mesmo, colecionadores não medem esforços e nem dinheiro para adquirir a próxima peça. Muitas das coleções levam a mente da pessoa à infância, e são uma forma de manter vivas as memórias.
O fotógrafo Sandro Araújo, de 34 anos, começou a colecionar carrinhos de brinquedo com seis anos. Prateleiras espalhadas pela casa expõem mais de 200 carrinhos de diferentes coleções. Entre as peças favoritas, estão aproximadamente cem carrinhos de uma mesma marca, e mais de 50 modelos de carros de bombeiro. Um Opala à combustão, a peça mais cara, foi comprado no final de 2012 por R$ 2.500.
Quando criança, a família de Sandro não tinha condições financeiras para comprar brinquedos novos. Por isso, sempre que ele ganhava um, guardava, porque sabia que seria difícil ter outro. “Na década de 80, eu ganhei um Transformers do meu tio que eu guardo até hoje. Esses carrinhos significam muito para mim. Quando eu via as outras crianças brincando, tinha vontade de ter”, confessa Sandro.
O valor sentimental da coleção vale mais do que qualquer preço de mercado. Ele imagina que algumas de suas peças, com mais de cinco anos, possam ter valorizado muito, mas não pensa em se desfazer de nenhum. “Vou guardar todos porque é uma coisa que eu gosto”, garante Sandro.
Intactos
Giulio Henrique Pasini tem apenas 15 anos, mas já tem mais de 1.500 carrinhos de todos os modelos e tamanhos. A coleção é tratada como valiosas peças de museu, guardados nas caixas originais. Como é de costume, desde pequeno, Giulio ganhava carrinhos de brinquedo, mas sempre gostou de mantê-los intactos para serem apenas apreciados.

Giulio com sua coleção, que ocupa um bom espaço em seu quarto
Continue lendo na edição deste sábado (19) do Jornal de Brasília