Luís Augusto Gomes
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A Polícia Civil aperta o cerco para esclarecer quem realmente pilotava a lancha Dudu 2, suspeita de bater na lateral direita traseira da Dose Dupla e causar a morte do empresário Gustavo Célio de Oliveira Fonseca, de 27 anos. O delegado Wisllei Salomão, adjunto da 10ª Delegacia de Polícia (Lago Sul) e responsável pela investigação, pediu perícia na área do timão – o comando da embarcação que permite a manobra – para colher as impressões digitais. A colisão ocorreu no domingo, próximo à Ermida Dom Bosco, no Lago Paranoá.
A dúvida quanto à identidade do condutor da Dudu 2 surgiu quando militares da Marinha, responsáveis pela fiscalização no Lago Paranoá, que trabalhavam na hora do acidente, teriam afirmado que M.M.C.J., de 33 anos, seria o condutor, apesar de o advogado E.H., 45 anos, e dono da embarcação, ter se apresentado como piloto. A Dose Dupla era conduzida J.T.R.N., 25 anos. Doze pessoas estavam nas duas lanchas. Todas são amigas.
Salomão confirmou o interrotatório dos militares da Marinha que prestarão atendimento para hoje. O delegado pretende saber se M.M.C.J. estaria realmente pilotando a Dudu 2. Ontem à tarde, ele concluiu os depoimentos das pessoas que estavam nas embarcações.
Quatro mulheres foram interrogadas. Uma delas, passageira da Dose Dupla, foi reinquirida. Ela disse que o advogado E.H. estava mais próximo da cabine durante o emparelhamento das lanchas, mas não poderia afirmar se ele conduzia na hora do acidente. As outras garantem que o advogado pilotava. Até agora, só um dos depoimentos diverge.
No primeiro depoimento prestado à polícia, E.H. contou que a Dose Dupla foi quem causou o acidente. No dia seguinte, pediu para ser reinquirido e deu uma nova versão. Disse que estava desorientado com a morte do amigo e admitiu ter provocado a colisão.
Em seu depoimento, a bancária H.C.F., de 29 anos, namorada de Gustavo e uma das vítimas do acidente, confirmou que M.M.C.J. era quem pilotava a Dudu 2. Ele não tem arrais e é considerado inabilitado para conduzir embarcação.
A bancária afirmou que o condutor era jovem. Ela não conhece M.M.C.J, mas o identificou depois de ter visto a imagem dele em uma reportagem. H.C.F. sofreu uma luxação na bacia e está se recuperando, e prestou depoimento em uma cadeira de rodas. Ela e Gustavo namoravam havia nove meses. Além dos namorados, um outro casal estava na Dose Dupla.