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Brasília

Militares serão ouvidos para ajudar na identificação do condutor da lancha acidentada no Lago

Arquivo Geral

09/08/2012 7h07

Luís Augusto Gomes
Luisaugusto@jornaldebrasilia.com.br

 

A Polícia Civil aperta o cerco para esclarecer quem realmente pilotava a lancha Dudu 2, suspeita de bater na lateral  direita traseira da Dose Dupla e causar a morte do empresário Gustavo  Célio de Oliveira Fonseca, de 27 anos.   O delegado Wisllei Salomão, adjunto da 10ª Delegacia de Polícia (Lago Sul) e responsável pela investigação, pediu  perícia  na área do timão – o comando da embarcação que permite a manobra – para colher as impressões digitais.   A colisão ocorreu no domingo, próximo à Ermida Dom Bosco, no Lago Paranoá.

 

A dúvida quanto à identidade do condutor da Dudu 2 surgiu quando   militares da Marinha,  responsáveis pela fiscalização no Lago Paranoá, que trabalhavam na hora do acidente, teriam afirmado que M.M.C.J., de  33 anos,  seria o condutor, apesar de o advogado E.H., 45 anos, e dono da embarcação, ter se apresentado como piloto. A Dose Dupla era conduzida   J.T.R.N., 25 anos. Doze pessoas estavam nas duas lanchas. Todas são amigas.

 

 

  Salomão  confirmou  o interrotatório dos militares da Marinha que prestarão atendimento  para hoje. O delegado pretende saber se  M.M.C.J. estaria realmente pilotando a Dudu 2. Ontem à tarde, ele concluiu os depoimentos das  pessoas que estavam nas embarcações.

 

 

 

 Quatro mulheres foram interrogadas. Uma delas, passageira da Dose Dupla, foi reinquirida.  Ela disse que o advogado E.H. estava mais próximo da cabine durante o emparelhamento das lanchas, mas não poderia afirmar se ele conduzia na hora do acidente. As outras garantem que o advogado pilotava. Até agora, só um dos depoimentos diverge.

 

 

 No primeiro depoimento prestado à polícia, E.H. contou que a Dose Dupla foi quem causou o acidente. No dia seguinte, pediu para ser reinquirido e deu uma nova versão. Disse que estava desorientado com a morte do amigo e admitiu  ter provocado a colisão.

 

Em seu depoimento, a  bancária H.C.F., de 29 anos, namorada de Gustavo e uma das vítimas do acidente, confirmou    que M.M.C.J.  era quem pilotava a Dudu 2. Ele não tem arrais e é considerado inabilitado para conduzir  embarcação.

 

 A bancária afirmou que o condutor era jovem. Ela não conhece  M.M.C.J, mas o identificou depois de ter visto  a imagem  dele  em uma reportagem. H.C.F. sofreu uma luxação na bacia e está se recuperando, e  prestou depoimento em uma cadeira de rodas. Ela e Gustavo  namoravam havia  nove meses. Além dos  namorados, um outro casal  estava na Dose Dupla. 

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