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Brasília

Milhares aguardam por exames de ressonância magnética no DF

Arquivo Geral

09/11/2012 8h07

Elaine Siqueira

elaine.siqueira@jornaldebrasilia.com.br

 

Realizar um exame de ressonância magnética não é uma tarefa simples, principalmente na rede pública de saúde. Para conseguir o feito, inicialmente, o paciente precisa enfrentar uma fila de espera que atualmente tem cerca de 13 mil pessoas. Como nem todo doente tem condições de esperar, às vezes, isso pode significar uma piora no quadro clínico. Essa realidade, no entanto, pode mudar. Pelo menos, é o que sinaliza o GDF. O governo informa que vai fazer um mutirão, em parceria com a rede privada, para atender 2,5 mil pacientes por mês ao custo de R$ 370 cada exame – 32,72% a menos do que a tabela de preço convencional da rede privada. A expectativa é zerar a fila de espera em até seis meses.

 

Para atender à demanda, serão contratadas cinco clínicas privadas e adquiridos três equipamentos. O primeiro contrato com as clínicas particulares deve ser assinado hoje e os primeiros exames  agendados para a próxima semana. 

 

Mais equipamentos

Outros três aparelhos de ressonância magnética serão adquiridos a preços abaixo do mercado e o processo de licitação para tanto já foi iniciado. A previsão é que sejam gastos cerca de R$ 4,5 milhões, recursos que dariam para comprar apenas duas e meia dessas máquinas.

 

Os equipamentos devem ser instalados nos hospitais regionais de Taguatinga e Sobradinho e  no Hospital de Base – cujo equipamento ficou quebrado, após sugar uma enceradeira. Segundo o secretário de Saúde, Rafael Barbosa, a previsão é que o aparelho de ressonância do Hospital de Base volte a funcionar nos próximos dias. “Reconhecemos que ainda é pouco e a demanda extensa”, afirmou. A Secretaria de Saúde mantém convênio para atendimento no Hospital Universitário (HUB) e no Instituto de Cardiologia que funciona no Hospital das Forças Armadas (HFA).

 

Segundo a Secretaria de Saúde, outra opção pode estar a caminho para desafogar a demanda. Existe a possibilidade de compra de uma unidade móvel para a realização dos exames, assim como existe a Carreta da Mulher, que visita várias regiões administrativas do DF. A secretaria informa que quando  o serviço for instalado, também poderão ser feitos mamografias, ultrassonografias e exames preventivos.

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