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Brasília

Mexicanos e japoneses entram no mercado de fast food com bastante pressa

Arquivo Geral

29/07/2009 0h00


Correria virou rotina. O brasiliense anda cada vez mais sem tempo. Para acompanhar o corre corre diário das pessoas que passam o dia fora de casa, try os fast foods têm inovado. Com almoços que ficam prontos em menos de 15 minutos, price uma hora é mais que suficiente para acabar de comer e voltar às atividades do dia a dia. E não são só sanduíches que acabam com a fome nas pouquíssimas horas vagas. Agora tem fast food até de comida mexicana e japonesa. É só ir a uma temakeria, ailment tão em moda, onde é possível comer os temakis rapidamente, já que em cerca de cinco minutos, a comida é servida.


E também já é possível o acesso a pratos mexicanos quando se está com pressa. Inaugurada há um mês, a Tacolino, na 405 Sul, faz almoços e lanches mexicanos. Os preços variam entre R$ 4,90 e R$11,90 e o prato fica pronto em cinco minutos. Para almoço, eles servem carne com arroz, feijão e salada, mas tudo com um toque mexicano. Nos lanches, a procura maior é por tortilhas e tacos.


Mais inovações
As lanchonetes de fast food também resolveram inovar. Ao invés de venderem só sanduíches, passaram a vender também refeições. Uma opção mais saudável (ou menos prejudicial) à saúde. É o caso da rede Giraffas. Os grelhados começaram a ser vendidos em 1995. Com o passar dos anos, novas opções eram lançadas para atrair os clientes.


Em 2003, foi lançada a linha de pratos infantis e em 2004 as saladas. “A oferta de novos produtos permitiu o nosso reposicionamento no mercado e hoje não somos apenas uma cadeia de fast food e sim uma rede de restaurantes”, afirma Cláudio Miccieli, diretor executivo da rede Giraffas. O tempo de espera para os sanduíches varia de cinco a sete minutos e dos pratos de sete a dez minutos. A variedade no cardápio é apontada como ponto forte pelo diretor executivo. “Dessa maneira conseguimos atrair os consumidores para nossos restaurantes durante todo o dia. Ele pode consumir um grelhado no almoço e um sanduíche no período da tarde ou da noite”, explica Miccieli.


Geração fast food
A advogada Kellen Carneiro de medeiros, de 32 anos, costuma comer em média uma vez por semana em fast foods. “Eu gosto de comer geralmente as promoções de sanduíche. Não é algo necessário, mas prazeroso de se comer”, afirma Kellen. Normalmente ela come sanduíches, mas também gosta das sobremesas oferecidas pelos restaurantes de fast food, como sunday ou as tortas de frutas. ” Comer essas coisas de vez em quando é algo agradável para mim”, conta.


A estudante de Jornalismo Maria Eugênia Caminha, 18 anos, costuma comer sempre em fast foods. “Não é regra, mas vou pelo menos uma vez por semana”, afirma. Desde criança o gosto sempre foi pelos sanduíches mais “pesados”, como o Big Mac, do Mc Donald’s.


Quem mais reclama da alimentação da jovem é a mãe. “Ela acha que eu gasto muito dinheiro com isso, que eu devia ter uma alimentação mais saudável”, conta. E ela garante que nunca teve problemas de saúde por se alimentar desse modo. “Eu como de tudo, gosto de salada, de sanduíche. Não vou mudar, mas acho que posso diminuir um pouco”, diz Maria Eugênia.

De vez em quando pode
Mesmo com as melhorias nos tipos de comida, alguns cuidados devem ser observados por quem exagera no fast food. A nutricionista Priscilla Dias lembra que muitos alimentos contêm conservantes, que em excesso podem fazer mal. Muitas vezes a pessoa também acaba se alimentando mal por estar fora de casa. Os maus hábitos alimentares são prejudiciais. “Os maus hábitos e o estresse aumentam a produção de radicais livres, que agridem as células, ocasionando uma baixa imunidade e o aparecimento de diversas doenças, como diabetes,  ipertensão, e obesidade”, explica Priscilla.


Quem não tem muita opção e acaba precisando comer fora, deve preferir alimentos assados, cozidos ou na chapa, e sempre escolher as carnes magras. “As pessoas também devem preferir as saladas que não são cruas, pois não sabemos a manipulação e higienização dos alimentos consumidos”, lembra a nutricionista.


E nem sempre a melhor opção são os pratos rápidos. Muitas vezes, o sanduíche pode ser mais saudável. “Os sanduíches com pão integral e carnes magras são os mais saudáveis. Para acompanhar, o ideal seria pedir suco ao invés de refrigerante”, diz Priscilla.


Sem exageros
A nutricionista da rede Mc Donald’s, Maria Luiza Ctenas, lembra que o importante é não exagerar no consumo de alguns tipos de comida. “É importante saber equilibrar. Se a pessoa quer hoje comer um sanduíche, ela pode optar por comer uma salada no dia seguinte”, explica. O que faz mal é o consumo exagerado de qualquer alimento, independente de ser fast food ou não. “Até salada em excesso faz mal”.


Uma opção para quem come ora de casa é optar por alimentos diferentes, que já são oferecidos nos fast foods. Esse aumento nas opções de comida é uma demanda crescente dos clientes da rede e uma outra opção de para quem come fora. “Hoje já tem cenoura, maçã, para as crianças. Mas comer sanduíche não tem problema de vez em quando”, lembra Maria Luiza.


VOCÊ, LEITOR!
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