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Brasília

Metroviários não aceitam proposta do GDF e prometem retomar greve

Arquivo Geral

22/03/2010 17h25

Em reunião, nesta segunda-feira (22), no Tribunal Regional do Trabalho (TRT), os metroviários não aceitaram a proposta do GDF de reajuste salarial progressivo de 6,5% e agora ameaçam retomar a greve a partir desta terça-feira (23), após nova assembleia. A decisão foi tomada pelo Sindicato dos Metroviários (Sindmetrô-DF) com o fim da terceira audiência de conciliação na Justiça, que terminou em impasse.

 Para coordenador especial de Assuntos Sindicais do GDF, Ilair Antônio Tumulero, o governo já chegou ao limite das negociações. Ele avalia que a retomada imediata da greve é inconstitucional. “É necessário um prazo de 72 horas de antecedência para anúncio da paralisação”, lembra Tumelero. Caso a lei não seja respeitada, o GDF irá iniciar um novo dissídio para evitar que a população sofra com a paralisação. 

A categoria dos metroviários manteve a proposta de reajuste salarial de 60%. O governo apresentou contraproposta definitiva de 6,5% em abril e mais 6,5% em setembro, além de aumentos nos auxílios alimentação, creche e no plano de saúde. 

Segundo o coordenador geral do SindMetrô-DF, Solano Teodoro, o grupo não pretende abrir mão dos interesses da categoria. “Não chegamos a um acordo. Vamos apresentar a questão hoje (22) em assembléia e acertar a possível continuidade da greve”, afirma. 

Ainda segundo Solano, se confirmada a paralisação, o metrô volta a trabalhar com a capacidade de 30% dos funcionários. “Serão seis trens funcionando durante todo o dia”, explica o sindicalista. 

Impasse

Os representantes do Sindmetrô decidiram entrar em greve no último dia 15. Depois de dois dias de paralisação, o sindicato decidiu parar a greve até esta segunda-feira (22) e, caso a categoria e o governo não chegassem a nenhum acordo, a greve voltaria. Durante esse período, o GDF estudou a proposta do grupo sindical de reajuste salarial de 60%, aumento de 30% na gratificação de risco de vida, 30% na gratificação por setor operacional, 30% de periculosidade, aumento no plano de saúde até novembro e a manutenção do ponto dos servidores que aderiram à greve nos dois dias de paralisação. 
 

Segundo Tumelero, ao somar todas as reivindicações da categoria, o reajuste chega 150%. Para ele, é impossível que o governo conceda este índice. Tumelero lembrou que GDF já ofereceu um aumento acima da estimativa do Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC), de 6,5%, e será pago duas vezes. “O reajuste salarial oferecido pelo GDF será pago em abril e também repassado no mês de setembro, o que corresponde há um avanço de dois níveis da tabela salarial”, declarou.  
 

Tumelero reforçou que o GDF ofereceu o aumento no valor do vale alimentação de R$ 20,45 para R$ 26,90. Aumento de 10% no auxílio creche e passaria de R$121,80 para R$ 134,00. Reajuste também de 10% no plano de saúde que passaria de R$ 133,46 para R$ 147,00, e em novembro sofreria mais um aumento de 10% e chegaria ao valor de R$ 161,00 por dependente.

 Hoje o metrô tem 1.100 funcionários, entre pilotos, agentes de estação e inspetor de segurança.

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