Da Redação
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Os metroviários decidiram suspender por 24 horas a greve iniciada ontem. Segundo o Sindicato dos Metroviários do Distrito Federal (Sindimetrô-DF), o governo sinalizou com uma proposta que poderá ser aceita ou não em reunião hoje entre os líderes da categoria e as secretarias de Governo e de Administração.
“Houve uma proposta parcial por parte do governo. Amanhã (hoje) à noite vamos avaliar se será formalizada e se a greve será suspensa até o fim do mês, para que o acordo seja cumprido, ou se será retomada no sábado”, informou o coordenador-geral do sindicato, Israel Almeida.
Para os usuários, a notícia é um alívio parcial. Isso porque o primeiro dia de greve dos metroviários foi de caos para as pessoas que precisam utilizar esse tipo de transporte. Sem os trens em pleno funcionamento (só 30% rodaram), muita gente recorreu aos carros. Consequentemente, os congestionamentos, principalmente na EPTG, ficaram ainda pior no horário de pico. Por volta das 6h, houve empurra-empurra nas estações e algumas pessoas passaram mal. Por dia, cerca de 150 mil pessoas utilizam o metrô na capital. Em média, o tempo de espera ficou em 40 minutos.
Segundo o coordenador-geral do sindicato, Israel Almeida Pereira, os metroviários querem o cumprimento de todas as 77 cláusulas do acordo coletivo celebrado no ano passado, que contempla benefícios como auxílio-alimentação, auxílio-creche, planos de saúde, entre outros. De acordo com ele, faltam 16.
Concurso
Os metroviários pedem também a realização de um novo concurso público para a área e a colocação de mais trens em circulação. O coordenador-geral afirma que esse concurso deveria ter sido realizado até o dia 31 de março, mas que o governo não cumpriu o prazo.
O estudante Almir Júnior, 18 anos, mora em Brasília há três meses e se disse horrorizado com a situação do transporte. “Era para ser uma cidade modelo. Muitas pessoas vêm para cá em busca de melhorias e encontram o transporte desse jeito. É uma vergonha. Está muito complicado”, afirmou o estudante.
O comerciante Igor Araújo, 28 anos, anda de metrô com frequência e não sabia da greve. “Quando eu cheguei para comprar a passagem, vi o aviso na catraca de que estavam em greve. Já fiquei sem saber o que fazer. Desci e vim na sorte, na esperança de encontrar um vagão. Em Brasília, o transporte é caro e a qualidade é ruim”, afirmou Igor.
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