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Brasília

Metrô entra com pedido de dissídio coletivo

Arquivo Geral

07/04/2014 23h02

A semana começou turbulenta para os usuários do transporte público no DF. A volta para casa depois de um dia de trabalho foi dificultada pelo número reduzido de trens e funcionários no metrô, desde a greve iniciada na última sexta-feira. No horário de pico, a cena nas plataformas e dentro dos vagões era  de guerra. Multidões impediam  passageiros de entrarem nos carros, que já estavam lotados. Empurra-empurra, correria, calor e o sufoco marcaram presença. 

A doméstica Rejane Pereira preferiu esperar duas horas em pé, na estação do Guará, em vez de entrar nos trens lotados. Com uma bolsa grande e uma sacola cheia de roupa, ela decidiu não arriscar entrar no metrô, mas também não quis pegar o ônibus. “Está chovendo, tem o engarrafamento e demora muito ir de ônibus. Prefiro esperar aqui, e o metrô desce pertinho da minha casa”, observou.

Ação

O Metrô-DF protocolou na tarde de ontem uma ação na 10ª Região do Tribunal Regional do Trabalho pedindo que o judiciário solucione os conflitos entre as partes que compõem a relação de trabalho por meio de uma ação de dissídio coletivo. Para a Secretaria de Administração Pública, não existem argumentos para continuidade da greve, porque a categoria não está disposta a negociar e o atendimento à população está comprometido.

Proposta não agrada
 Segundo a assessoria de imprensa do Metrô-DF, o órgão chamou o Sindicato dos Metroviários para conversar na última quinta-feira. “Mas quando foi perguntado o que os deixavam insatisfeitos em relação à nossa contraproposta, eles se levantaram e foram embora”, diz. 
A greve dos metroviários começou na última sexta-feira. A categoria pede, principalmente, reajuste salarial, redução de jornada de oito para seis horas e plano de previdência. 
mais ônibus
O metrô funcionou com quatro trens durante o final de semana e começou ontem a rodar com sete trens nos horários de pico. Das 24 estações operacionais, 10 estão fechadas para embarque. O DFtrans se comprometeu a manter 50 ônibus a mais até o final da greve.
 
Versão Oficial
O Governo do Distrito Federal comunicou, por meio de nota,  que foi  ajuizado  no Tribunal Regional do Trabalho o reajuste salarial com base no INPC, estimado em 6%. Diz também que já foram apresentadas propostas para a categoria. O governo afirma que “já apresentou propostas concretas que representam avanços nos direitos dos metroviários e reforça a declaração de que foi uma das categorias que mais foi contemplada com reajuste salarial na atual gestão.  A greve necessita ser justificada com responsabilidade”.

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