A semana começou turbulenta para os usuários do transporte público no DF. A volta para casa depois de um dia de trabalho foi dificultada pelo número reduzido de trens e funcionários no metrô, desde a greve iniciada na última sexta-feira. No horário de pico, a cena nas plataformas e dentro dos vagões era de guerra. Multidões impediam passageiros de entrarem nos carros, que já estavam lotados. Empurra-empurra, correria, calor e o sufoco marcaram presença.
A doméstica Rejane Pereira preferiu esperar duas horas em pé, na estação do Guará, em vez de entrar nos trens lotados. Com uma bolsa grande e uma sacola cheia de roupa, ela decidiu não arriscar entrar no metrô, mas também não quis pegar o ônibus. “Está chovendo, tem o engarrafamento e demora muito ir de ônibus. Prefiro esperar aqui, e o metrô desce pertinho da minha casa”, observou.
Ação
O Metrô-DF protocolou na tarde de ontem uma ação na 10ª Região do Tribunal Regional do Trabalho pedindo que o judiciário solucione os conflitos entre as partes que compõem a relação de trabalho por meio de uma ação de dissídio coletivo. Para a Secretaria de Administração Pública, não existem argumentos para continuidade da greve, porque a categoria não está disposta a negociar e o atendimento à população está comprometido.