Com o intuito de pressionar o Governo do Distrito Federal, a categoria se reuniu em assembléia na noite da última quarta-feira (18) e deliberou pela paralisação, por tempo indeterminado. Conforme determinação da Justiça, apenas 30% dos trens estão circulando nas linhas amarela e verde, o que representa apenas oito vagões. O tempo de espera chega a 30 minutos.
Em virtude dessa situação, o Metrô-DF se vê obrigado a não fazer operação especial para as comemorações do aniversário de Brasília. A operação neste sábado (21) será em horário normal de feriado, das 7h às 19h, com tarifa a R$2 e com número reduzido de trens.
O Metrô-DF lamentou que parte dos empregados tenha decidido pela paralisação, com a suspensão das negociações, o que, mais uma vez, trará um enorme prejuízo à população. Como forma de resguardar os interesses dos usuários e dos serviços prestados à comunidade, irá ajuizar ainda hoje uma ação de dissídio coletivo de greve pedindo a declaração da ilegalidade do movimento e o aumento do número mínimo de trens em circulação.
Segundo o secretário de relações intersindicais do Sindicato dos Metroviários do Distrito Federal (Sindimetrô), Luciano Costa, a categoria reivindica o cumprimento do acordo firmado em abril do ano passado, que consiste na realização de um concurso público e na colocação de mais trens para circular, além de reajuste salarial. “As duas primeiras questões são as mais importantes. Se for apresentada alguma proposta que nos agrade em relação a elas, podemos suspender a greve”, afirma.
Entre dezembro de 2011 e janeiro de 2012, os metroviários fizeram uma greve que levou 37 dias e causou enormes transtornos à população do Distrito Federal.
O Metrô-DF reafirma que se empenhou na busca de melhores condições de trabalho para os empregados, reunindo-se diversas vezes com o sindicato nos últimos dois meses e apresentou proposta aos metroviários, com o aval da Secretaria de Administração Pública do GDF.
Em função do Decreto nº 33.550, de 29 de fevereiro de 2012, que vetou as concessões de reajustes salariais no âmbito do GDF no exercício de 2012, o Metrô-DF realizou estudos na folha de pagamento e viabilizou uma série de benefícios alternativos que, somados, podem representar condições ainda mais favoráveis que o INPC reivindicado pela categoria.