Fabiana Mendes
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A maioria das mulheres que procuram os cinco mil salões de beleza do Distrito Federal busca alisar os cabelos. Elas alegam que o cabelo liso é mais prático para quem tem a vida cheia de compromissos. Para isso, a técnica mais utilizada é a escova progressiva. E, na maioria delas, é utilizado o formol, produto químico proibido pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) em cosméticos.
O dano que essa escova pode causar nem sempre é questionado pelas mulheres, que pagam entre R$ 50 e R$ 500 pelo serviço. Em pesquisa feita em 20 salões de beleza em vários pontos do Distrito Federal, como Asa sul, Asa Norte, Taguatinga, Ceilândia, Guará e Águas Claras, a maioria deles admitiu o uso de formol em
seus produtos de alisamento. “As mulheres não vivem mais sem ele”, afirmou um profissional da área.
“Usamos o formol e o preço varia de acordo com o tamanho do cabelo”, disse uma cabeleireira.
Em um deles, o profissional chegou a dizer que, por R$ 250, a quantidade de formol iria de acordo com a textura do cabelo. Se o fio fosse grosso e muito crespo, usaria mais e, do contrário, um pouco menos. De acordo com a presidente do Sindicato dos salões de Beleza do Distrito Federal, Elaine Furtado, muitas empresas do ramo deixaram
de utilizar o formol e passaram a usar um produto pronto de marca confiável. Ela informou ainda que, pela quantidade de salões existentes na cidade, é fácil encontrar bons profissionais, mas também aqueles que fazem o uso indiscriminado de certos produtos.
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