Da Redação, com Agência Brasília
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A capital federal é um destino migratório procurado por jovens com idades entre 18 e 24 anos que possuem alta escolaridade. Os dados são da pesquisa da Companhia de Planejamento (Codeplan), que tomou como base os períodos de 1995 a 2000 e 2005 a 2010. Os resultados podem ser um reflexo do serviço público, que atrai um número de pessoas cada vez maior.
Para a companhia, o resultado reflete uma mudança histórica no perfil dos migrantes. Durante anos, o Nordeste foi a região com maior saldo migratório. Desta vez, os migrantes com alta escolaridade e naturais da região Sudeste se destacaram entre os demais níveis educacionais. A administração pública e o comércio representam o maior índice de ocupação dos imigrantes, com quase 16% em cada uma das atividades.
“Isso mostra que o DF tem oferecido melhores condições para aqueles que procuram no estudo uma base para se inserir no mercado de trabalho”, afirmou Mônica França, coordenadora do Núcleo de Estudos Populacionais da Codeplan.
Mesmo com a alta migratória do Sudeste do País, o DF atrai mais nordestinos, principalmente da Bahia e do Maranhão. Considerando os dois períodos da pesquisa (1995-2000 e 2005-2010), 35.557 baianos chegaram ao DF, além de outros 33.536 maranhenses. No entanto, foi de Minas Gerais que chegou o maior número de migrantes nos dois períodos (41.774).
A pesquisa considerou três níveis de escolaridade: baixa, média e alta. Os migrantes de média e baixa escolaridade são do Maranhão (24.889 pessoas), da Bahia (23.172) e Piauí (19.776). Já os com alto nível escolar saíram de Minas Gerais (7.288 pessoas), São Paulo (3.616) e Rio de Janeiro (3.481).
Saiba mais
Houve aumento no saldo migratório de pessoas que recebem mais de 20 salários mínimos e queda das que recebem menos de um salário mínimo. No primeiro quinquênio, os que ganham até um salário mínimo são maioria (34,9%) e os com mais de 20 salários mínimos são 2,5%.
Entre 2005-2010, quem recebe entre um e dois salários mínimos foi a maioria (33,9%) e os que ganham mais de 20 continuaram na minoria, mas com índice maior que o primeiro período: (4,9%).