Luís Augusto Gomes
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O ano letivo mal começou para os estudantes da rede pública, mas as escolas e o Batalhão Escolar já enfrentam problemas com adolescentes que insistem em trocar livros, canetas, lápis e o bom comportamento pela violência. Em um único dia, dois atos infracionais foram protagonizados por alunas e alunos, em colégios diferentes do DF. A idade dos envolvidos, 13 e 14 anos, revela porque mais de 80% dos crimes ocorridos na capital do País tem o envolvimento de adolescentes como infrator ou vítima.
Os dois casos, registrados na quarta-feira, demonstram uma grande preocupação que a sociedade deve ter com o futuro dos jovens e do País. As escolas admitem que as meninas estão mais agressivas que os meninos. O primeiro exemplo do ano não deixa dúvida. Duas estudantes, Maria (nome fictício), de 13 anos, do Centro de Ensino Fundamental 15 e Joana (nome fictício), 14 anos, da Escola Classe 53, ambas em Ceilândia, saíram nos tapas, no meio da rua, ao lado da escola, diante de uma enorme plateia.
Nem mesmo a presença dos policiais militares que faziam a segurança na Escola 53 foi capaz de inibir a selvageria. Porém, o motivo para a cena foi um desentendimento extra classe. Segundo a polícia, o caso teve início no ano passado por causa de uma suposta disputa entre as garotas por um menino. Quarta-feira, às 12h, Maria deixou a escola e foi esperar a saída de Joana. Houve discussão e agressão. Maria puxou a rival pelos cabelos e a jogou contra o muro da escola. Joana bateu com a cabeça na parede, desmaiou e teve de ser levada ao Hospital Regional de Ceilândia (HRC). Felizmente não houve lesão grave. A agressora foi detida em flagrante, mas não demonstrou arrependimento. Rosimeiry Cruz, diretora da Escola Classe 53, comunicou o diretor da do CEF 15 e os familiares das alunas. “A escola é tranquila e temos feito palestras com pais e alunos voltadas para a conscientização, contra a violência e a drogas, mas as vezes alguns alunos invertem os valores”, afirma.