Alessandra Martins
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A Delegacia da Criança e do Adolescente (DCA I) organizou uma operação para cumprir 41 mandados de busca e apreensão na residências dos adolescentes que são suspeitos de praticar crimes por todo o DF.
A delegada-chefe da DCA I, Mônica Ferreira, informou, em entrevista coletiva, que foram localizados seis adolescentes em suas residências. Outros seis já estavam apreendidos e quatro haviam falecido.
Os 25 restantes seguem foragidos. Para a polícia, essa não localização se apresenta como um obstáculo. Muitos jovens passam endereços inexistentes e errôneos ou não avisam de mudanças.
“O adolescente, por si só, é muito inconsequente. Nessa idade, é necessária muita vigilância por parte da família. [O adolescente] tem que estar envolvido em atividades escolares, em esportes e outros trabalhos para que ele não entre nesse tipo de crime”, ressaltou.
Em um dos casos, o adolescente apreendido responde pelos crimes de homicídio, sequestro-relâmpago, tráfico e consumo de entorpecentes, roubo e furto. Todos têm entre 14 e 18 anos. No entanto, quem tem 18 anos pode ser apreendido pois, no momento da execução do mandado, ainda não haviam completado a maioridade.
Aliciamento de maiores
Questionada sobre os jovens suspeitos de sequestrar um diplomata no último dia 02 de outubro, Mônica afirmou que apenas o mais velho – apreendido na última segunda-feira (19) – possuía ficha de antecedentes. Para a polícia, os mais jovens são aliciados para a criminalidade pelos reincidentes.
“Nós temos percebido que, em algumas situações de atos infracionais, o adolescente já não é mais partícipe. Ele nem é sempre comandado por um maior, ou seja, é protagonista daquele caso. A partir daí, ele passa a aliciar um outro adolescente, mais novo que ele, para que, como cabeça, possam cometer, como mandante, os crimes”, afirma a delegada.