Todos os dias da semana, treat o marceneiro José Lucas cumpria o mesmo ritual. Por volta de 17h30, health saia de casa, sick no conjunto S da Quadra, 4, da Estrutural, para buscar os três filhos pequenos na escola, na mesma cidade. Mas, ontem, a rotina foi quebrada, pelo excesso de trabalho. Ele atrasou dez minutos e quando saiu recebeu a notícia que o caçula tinha sido atropelado e morto.
O acidente ocorreu por volta de 18h, entre a Área Especial 4 e a Quadra 4, na Avenida Luiz Estevão, na Estrutural. O pequeno Gabriel dos Santos Pereira, seis anos, conhecido como Bielzinho, foi atropelado por um caminhão caçamba, carregado com barro, e morreu na hora.
A criança voltava da escola com o irmão mais velho, sentado no cano da bicicleta. O menino que conduzia a bicicleta perdeu o controle e teria desequilibrado ao passar por um pequeno espaço, deixado por um veículo estacionado irregularmente em cima da calçada.
As duas crianças caíram, cada um para um lado. O pneu traseiro esquerdo do caminhão atingiu a cabeça de Bielzinho e ele morreu no local. Os livros ficaram espalhados na via. Indignados com a tragédia, alguns moradores que estavam em um bar nas proximidades tentaram agredir o motorista Raimundo José Vieira, 52 anos, salvo pelo sargento Edivaldo Alves da Silva do 4º Batalhão de Polícia Militar (Guará), que passava no local.
Homicídio culposo
Vieira presta serviço há dois anos para a empresa Compacta Construtora e Projetos Ltda. No momento do atropelamento, o motorista seguia para a empresa, mas acabou sendo conduzido para o posto da Polícia Civil, na Estrutural, e transferido para a 8ª DP, no SIA. Segundo o delegado de plantão Paulo Carvalho, Vieira vai responder por homicídio culposo (sem intenção de matar), mas a polícia vai aguardar o laudo da perícia do Instituto de Criminalística (IC), que apontará a causa do acidente. O resultado sairá em 15 dias.
Vizinhos de Bielzinho ficaram chocados com a morte da criança. Ele era querido por todos. Há cerca de 30 dias o pai deu a bicicleta de presente para os meninos. José Lucas tem outras duas meninas. Elas moram com a mãe, a doméstica Maria Zélia dos Santos Pereira, 34 anos. Uma delas deixou os curiosos abalados ao perguntar ao sargento Alves: “Não dá para costurar a cabeça dele?”.
Zélia ficou desesperada ao ver o corpo do filho no asfalto. A dona de casa Áurea da Silva, vizinha da criança, disse que o pai é muito carinhoso com os filhos e Bielzinho era o xodó por ser o caçula e muito educado. “Quando jogavam bola aqui na rua e alguém passava, ele sempre parava o jogo”, afirmou.Alves: “Não dá para costurar a cabeça dele?”.
Zélia ficou desesperada ao ver o corpo do filho no asfalto. A dona de casa Áurea da Silva, vizinha da criança, disse que o pai é muito carinhoso com os filhos e Bielzinho era o xodó por ser o caçula e muito educado. “Quando jogavam bola aqui na rua e alguém passava, ele sempre parava o jogo”, afirmou.