Luís Augusto Gomes
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“Normal é ser diferente”. A frase está estampada em um cartaz na sala de recursos, destinada ao atendimento de crianças que necessitam de alguma atenção especial. Mas, essa não foi a compreensão encontrada na Escola Classe Jardim Botânico, instalada em uma área de preservação ambiental, por uma criança hiperativa que, na próxima segunda-feira, completará seis anos de idade. Após ser amordaçado e amarrado com fita adesiva a uma cadeira, o menino não quer mais voltar ao colégio, onde está há três anos.
Inconformados com a atitude da professora que adotou o castigo extremo, a balconista Joana (nome fictício), 38 anos, e o marido Antônio (nome fictício), 33 anos, operador de trator, tentam convencer o filho a voltar às aulas. “A escola é muito boa e não tem nenhuma responsabilidade por ter uma professora problemática, mal amada e que não conhece o sentimento de mãe”, disse Joana.
Mas a opinião da mãe não reflete o pensamento do filho. Depois de sair de uma consulta com um psicólogo particular, ontem à tarde, o menino voltou a repetir que não quer ir ao colégio para evitar risos dos coleguinhas. Ele assistia à aula sentado e pediu o lápis de cor ao coleguinha. Minutos depois, pediu o apontador. A tia, como ele chama a professora, o beliscou. Colocou-o sentado em uma cadeira no canto da sala, amordaçado e amarrado.
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