São muitos os lugares de Brasília que remetem ao legado de Juscelino Kubitschek, algo muito mais do que justificado já que foi em seu mandato que a capital federal saiu enfim do papel e partiu para o concreto. Talvez um desses lugares mais especiais de Brasília veio justamente após a morte do ex-presidente: o Memorial JK. Na semana passada, que marcou os 50 anos da morte de Kubitschek, o JBr mostrou um pouco da história dessa grande figura. Nessa matéria, a reportagem mostra que o legado do ex-presidente permanece, ainda, muito vivo.
O Memorial JK foi projetado por Oscar Niemeyer e inaugurado em 12 de setembro de 1981, 5 anos após a morte de Kubitschek e data em que ele completaria 79 anos de idade. Com o tempo, o local também se tornou cartão-postal de Brasília. No último domingo, muitas pessoas passaram pelo lugar para conhecer um pouco da história do fundador da capital.
Walter Souza, de 76 anos de idade, estava de passagem por Brasília com o filho e a esposa. A família, natural do município de Inconfidentes, em Minas Gerais, não perdeu a oportunidade e tiraram a manhã para visitar o memorial. “Olha, eu não imaginava que esse memorial e também Brasília fossem tão bonitos assim. Juscelino Kubitschek era de fato um homem visionário. Conseguir construir a capital do Brasil aqui no meio do nada na época, a gente vê que ele era insubstituível. Um homem desse no Brasil não vai existir de novo”, relatou o turista ao JBr.
O Memorial JK abriga a vasta história do JK enquanto presidente do Brasil e também político. São diversos os objetos, artefatos, documentos e fotografias que relembram a todos que passam por ali o legado do ex-presidente. Além disso, a famosa estátua de JK em uma coluna em forma de foice com quase 30 metros de altura feita por Honório Peçanha encanta os turistas e até os brasilienses que já estão acostumados com o monumento.
Dentro do museu, Giuseppi Sousa, de 49 anos de idade, e a esposa olharam bem de perto a história construída por JK. Morador da cidade de São Paulo desde 1995, Giuseppi nasceu no Distrito Federal, no Gama. No entanto, ele contou ao JBr que nunca havia tido a oportunidade de conhecer o memorial. Agora, visitando a terra natal, ele viu a oportunidade de ir até o local.
“O JK foi um presidente que marcou muito a história do Brasil. Foi uma coisa gigantesca, e estar aqui podendo ver como tudo isso [Brasília] foi construído é muito legal. A gente vê que isso aqui tudo era um descampado. E ele veio e em cinco anos praticamente construiu o que vimos hoje. É um negócio inacreditável”, disse.
“Eu acho que o memorial representa bem a história dele e da Sarah Kubitschek. O que os dois representaram para Brasília, a memória viva. Eu que nasci no Gama estava vendo como ali era praticamente uma fazenda e eu não sabia disso. É muito importante até para nós sabermos de onde nós viemos. Eu fui uma das primeiras gerações de Brasília, mas já saí daqui há mais de 30 anos. É muito gratificante conhecer a história assim”, finalizou Giuseppi.