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Brasília

Medo nos semáforos: motoristas criam formas de se proteger

Arquivo Geral

17/04/2012 7h08

Carlos Carone
carone@jornaldebrasilia.com.br

Um novo padrão para uma modalidade criminosa conhecida das grandes metrópoles começa a surgir no Distrito Federal. Os roubos que ocorrem em semáforos duram apenas alguns segundos, tempo suficiente para os ladrões renderem as vítimas e tomar a direção dos veículos. Com medo, motoristas já evitam parar quando o sinal fica vermelho.

Diversificando o leque de opções para evitar ser preso em flagrante, o criminoso que antes roubava veículos estacionados ou ainda rendia as vítimas quando elas se aproximavam de seus carros aderiu à natureza criminal tão comum no Rio de Janeiro e em São Paulo. Nestes locais,  os motoristas deixaram de andar com os vidros abertos com receio de serem rendidos. Nas últimas duas semanas, dois casos foram registrados no DF, um no semáforo próximo à Rodoviária do Plano Piloto e outro, mais recente, na noite do domingo último, em um sinal da Estrada Parque Núcleo Bandeirante (EPNB).

Ontem, a reportagem do Jornal de Brasília conversou com motoristas sobre o receio de serem rendidos nos semáforos. O taxista Willian Marlon, 24 anos, afirmou que existem alguns métodos que estão sendo usados pelos colegas de profissão para evitar assaltos. “Já estamos sabendo dessa prática de crime, principalmente durante as madrugadas. O principal é jamais parar o carro quando o sinal está vermelho e sim ir reduzindo a aceleração enquanto o sinal abre. Se não houver jeito, eu não paro no semáforo. Prefiro correr o risco apenas quando existe fiscalização eletrônica, pois aí não tem jeito”, disse o taxista.

O servidor público Marcelo Carneiro, 45 anos, é mais radical. Durante a noite ele sequer reduz a velocidade. “Passou das 22h eu não paro mais o carro”, afirmou.

 

Leia mais na edição impressa desta terça-feira (17) do Jornal de Brasília.

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