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Brasília

Medidas contra o uso de crack geram polêmica

Arquivo Geral

12/07/2010 8h27

Da Redação
redacao@jornaldebrasilia.com.br

 

O aumento do consumo de crack entre os usuários de drogas do Distrito Federal é alvo de programas por parte do GDF para diminuir danos causados pelo entorpecente. Segundo Aline de Melo Soares, coordenadora do Programa de Redução de Danos da Secretaria de Saúde, 40% dos usuários de drogas no DF são viciados em crack e a droga, que circula entre as primeiras na lista de mais destrutivas, já começa a virar moda também na classe média.

 

Só na Rodoviária do Plano Piloto, segundo Aline Soares, cerca de 80% dos usuários fazem uso do entorpecente, que marca presença também em bairros como Cruzeiro e cidades como Taguatinga, Guará, Ceilândia e Sobradinho. Para a coordenadora, isso aponta a chegada do narcótico a pessoas que mais  favorecidas socioeconomicamente. Ela revela que a maior parte dos viciados tem entre 16 e 30 anos de idade.

 

Preocupados com o poder destrutivo do crack, os agentes de saúde redutores de danos adotaram uma campanha que, assim como outras de suas ações, também é motivo de discussões e debates entre os brasilienses. Os funcionários da secretaria vão aos locais onde circulam esses usuários e os incentivam a largar o crack e consumir cocaína e outras drogas menos prejudiciais.

 

“O destino da maioria dos usuários de crack é a morte. Não dá para arrancar o vício de uma vez só. Migrar os viciados em crack para uma droga que seja menos devastadora significa ampliar as chances do usuário se livrar do vício”, argumenta Aline Soares.

 

Outro argumento levantado por ela é o modo como os viciados consomem o narcótico. “Eu já vi um viciado fumando crack em um cachimbo feito de pilha. Além do mal que as substâncias usadas na fabricação da droga causam para o usuário, ainda tem todo o material radioativo da pilha”, justifica.

 

Resgate

A especialista em dependência química da Universidade de Brasília, (UnB) Josenir Alves de Oliveira, acredita que a prática é válida, mas não pode ser adotada como modelo padrão. “A abstinência, de fato, é quase uma idealização, e largar o vício varia de pessoa para pessoa. Pode ser que tentando partir para drogas menos pesadas o usuário consiga se livrar do vício, mas não é garantido”, opina.

 

Leia mais na edição desta segunda-feira (12) do Jornal de Brasília.

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