Francisco Dutra
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Vários hospitais da rede pública de saúde enfrentam um problema sério de falta de profissionais. Faltam médicos em áreas básicas, como clínica geral, pediatria e anestesistas. O resultado é o atendimento precário de pacientes. Este deficit de pessoal, porém, não está fácil de resolver. A Secretaria de Saúde realizou concursos e chamou os aprovados, mas muitos se recusam a assumir a vaga. Para se ter uma ideia, no último concurso, realizado em abril, 588 médicos foram convocados, mas somente 292 tomaram posse.
Considerando a questão por especialidade, de 90 anestesistas convocados, 43 aceitaram; de 149 clínicos médicos, 52 foram efetivados; e de 60 vagas para pediatras, apenas 25 foram ocupadas.
Os motivos para a rejeição podem ser vários. “Eu reparo que muitos deles querem trabalhar no centro de Brasília, mas os médicos recém-contratados têm que entender que eles não podem escolher onde vão começar a trabalhar. Não existe mais hospital maravilhoso, nem no serviço público e nem no privado”, afirma a secretária de Saúde, Fabíola Nunes.
Do outro lado da questão, Gustavo Arantes, vice-presidente do Sindicato dos Médicos do DF (SindiMédico-DF), defende a posição dos profissionais concursados. “Eles estão vendo que não têm condições de trabalhar. Assim que a Secretaria de Saúde deixar os hospitais com condições adequadas para o atendimento, tenho certeza que vão aparecer para trabalhar. Com garantia das mínimas condições de trabalho, tenho certeza de que a reposição é questão de tempo”, comenta.
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