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Brasília

Médicos alertam contra o câncer de próstata

Arquivo Geral

26/11/2012 9h11

Isa Stacciarini

isa.coelho@jornaldebrasilia.com.br

 

O descuido dos homens, atrelado ao receio dos exames e diagnósticos do câncer de próstata, é um dos motivos que fazem 60 mil vítimas do mal em todo Brasil anualmente. O índice é superior ao câncer de mama, que atinge aproximadamente 52 mil mulheres no mesmo período. 

Dados da Sociedade Brasileira de Oncologia Clínica (SBOC) alertam para uma parcela significativa de homens que procura o diagnóstico tardio. Para reverter a situação, foi criada a campanha Novembro Azul de conscientização do público masculino sobre a importância do exame de prevenção. O evento é semelhante ao Outubro Rosa, contra o câncer de mama, que vem ocorrendo em todo Brasil há cerca de dez anos.

Ontem, médicos urologistas, oncologistas e até especialistas da Secretaria de Saúde estiveram no Parque da Cidade para divulgar o movimento. Eles realizaram uma caminhada para mostrar a importância dos cuidados com a saúde. Folders, informativos e orientações foram distribuídos gratuitamente à população.

O médico urologista Rômulo Maraccolo Filho informou que, atualmente, os tratamentos são realizados em casos mais avançados devido à falta de conscientização, principalmente nas regiões administrativas menos favorecidas. Segundo o especialista, aproximadamente 15 mil homens morrem todos os anos em todo País em virtude da doença. “É um quarto do total dos que possuem a doença. O problema é que esse público já procura o médico com problema avançado. O diagnóstico tem de ser feito antes de apesentar gravidade”, explica.

Maraccolo ressalta que esse tipo de câncer é o segundo que mais atinge o público masculino, ficando atrás apenas do câncer de pele. Segundo o médico, em 90% dos casos diagnosticados com antecedência, há chances de cura. “Não se pode esperar,” alerta.

 

Prevenção salva vida


O aposentado Manuel Januário, 84 anos, descobriu o câncer de próstata em 2006. A cura só foi possível devido a um diagnóstico precoce. Ele se consultava anualmente. “Em uma dessas consultas, descobri a doença. Hoje, estou curado e vou ao médico a cada seis meses”, recorda. Agora, o aposentado repassa a necessidade de prevenção para os filhos. “Eles têm mais de 40 anos e também realizam o exame todos os anos devido ao que aconteceu comigo e a consciência que eu transmito a ele”, ressalta ele.
 
O presidente da SBOC, oncologista Anderson Silvestrini, destaca que, anualmente, o câncer afeta 500 mil pessoas em todo o Brasil. Segundo ele, assim como a campanha para a prevenção do câncer de mama, há necessidade de um movimento direcionado ao de próstata para que se evitem novos casos. “Quanto mais cedo for realizado o diagnostico, maiores são as chances de cura”, aponta.
 

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