Depois de ter sido acusado por quatro mulheres grávidas de Luziânia (GO) de abuso sexual durante consultas de pré-natal, o médico cubano L.E.M, de 45 anos, foi novamente alvo de denúncias na Delegacia de Atendimento Especializado à Mulher (Deam). Segundo a delegada Dilamar de Castro, mais duas mulheres registraram ocorrência.
“O que chamou a atenção é que uma delas já ganhou neném e foi para a primeira consulta do filho. O médico teria insistido em perguntas sobre a sua vida sexual e teria dito que ‘o marido estaria doido para subir nela’”, relatou.
Diante das novas denúncias, a delegada afirmou que vai aguardar alguns dias para dar sequência ao inquérito. Ela não descartou pedir a prisão preventiva do acusado nos próximos dias.
Ministério da Saúde
Ontem, a delegada se reuniu com representantes do Ministério da Saúde (MS). “Me perguntaram se seria o caso de reter o passaporte ou cancelar o registro, mas vamos aguardar. O MS fez contatos com o consulado de Cuba, que informou que não daria autorização para o retorno do profissional ao País.”
Médico ginecologista há mais de 30 anos, Giovanni Migatta afirmou que, geralmente, corrimentos são tratados com aplicação de creme ginecológico e que os exames de toque não passam de cinco minutos.
Outra cultura
“O toque é feito em casos de sangramento, ameaça de aborto ou para checar o colo do útero. Dificilmente se faz em período pré-natal”, explicou.
“Vale ainda ressaltar que se trata de uma outra cultura, e isso varia de médico para médico. A adaptação ao idioma, os procedimentos certamente são diferentes em Cuba,” disse.