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Brasília

Médico já é acusado de abuso por seis mulheres

Arquivo Geral

23/05/2014 7h00

Depois de ter sido acusado por quatro mulheres grávidas de Luziânia (GO) de abuso sexual durante consultas de pré-natal, o médico cubano L.E.M, de 45 anos, foi novamente alvo de denúncias na Delegacia de Atendimento Especializado à Mulher (Deam). Segundo a delegada Dilamar de Castro, mais duas mulheres registraram ocorrência.

“O que chamou a atenção é que uma delas já ganhou neném e foi para a primeira consulta do filho. O médico teria insistido  em perguntas sobre a  sua vida sexual e teria  dito que ‘o marido estaria doido para subir nela’”, relatou.

Diante das novas denúncias, a delegada afirmou que vai aguardar alguns dias para dar sequência ao inquérito. Ela não descartou pedir a prisão preventiva do acusado nos próximos dias.

Ministério da Saúde

Ontem, a delegada se reuniu com representantes do Ministério da Saúde (MS). “Me perguntaram se seria o caso de reter o passaporte ou cancelar o registro, mas vamos  aguardar. O MS fez contatos com o consulado de Cuba, que informou que não daria autorização para o retorno do profissional ao País.”

Médico ginecologista há mais de 30 anos, Giovanni Migatta afirmou que, geralmente,  corrimentos são tratados  com aplicação de creme ginecológico e que os exames de toque não passam de cinco minutos. 

Outra cultura

“O toque é feito em casos de sangramento, ameaça de aborto ou para checar o colo do útero. Dificilmente se faz em período pré-natal”, explicou. 

“Vale ainda ressaltar que se trata de uma outra cultura, e isso varia de médico para médico. A adaptação ao idioma, os procedimentos  certamente são diferentes em Cuba,” disse.

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