O médico acusado de negligenciar o parto de uma mulher em Ceilândia que ocasionou sequelas no recém nascido, negou em depoimento colhido pelo delegado Onofre José Morais da 15ª Delegacia de Polícia de Ceilândia Centro que tenha participado do parto de Izabel Cristina da Silva. A versão contesta o relato das duas estagiárias e de uma técnica em enfermagem que estavam no local no momento da cirurgia, realizada no Hospital Regional de Ceilândia (HRC).
As estudantes argumentam que já era visível a cabeça do bêbe e a técnica sustenta que o médico esteve no lugar e teria afirmado que ainda não era a hora do nascimento.O médico, no entanto, não quis revelar a imprensa o suposto motivo de sua ausência alegada à polícia.
O delegado já ouvi as três testemunhas que participaram do parto.Segundo, Onofre somente um laudo da perícia, emitido por médicos do Instituto Médico Legal (IML) pode indicar se houve negligência.
Caso seja confirmada a suspeita, o médico pode responder por lesão corporal dolosa, quando há a intenção de matar, caso contrário, ele deve responder por lesão culposa, quando não há a intenção.Só o resultado pode definir qual será a aplicalidade penal.
A criança está internada, no HRC, no coma, respira com a ajuda de aparelhos e é alimentado através de sonda com leite materno a cada três horas.O pai Welis Rosa Santana lamenta não ter tido a oportunidade de sequer ouvir o filho chorar.