A delegada-chefe da Delegacia de Atendimento Especializado à Mulher (Deam) de Luziânia (GO), Dilamar de Castro, afirmou que vai indiciar o médico cubano L.E.M., de 45 anos, por violação sexual mediante fraude. O profissional contratado por meio do Programa Mais Médicos, do Governo Federal, já é acusado por oito mulheres de abuso sexual. Todas já prestaram depoimento, e a delegada espera encerrar o inquérito até o próximo dia 10.
Segundo Dilamar, o secretário de Saúde da cidade também foi ouvido após o médico acusado afirmar que “as condições de trabalho não eram as melhores.”
A delegada relatou que o secretário rebateu as acusações do profissional. “Ao ser informado sobre a afirmação do médico, ele nos convidou para uma visita à unidade”, disse Dilamar. Ela e uma equipe devem ir até a unidade de saúde na próxima semana para constatar as situações do ambiente de trabalho onde supostamente teriam ocorrido os abusos.
De acordo com a delegada, o Ministério da Saúde ficou de entregar um protocolo de procedimentos ginecológicos que foram repassados aos médicos do programa, o que não teria acontecido até a tarde de ontem.
Com relação ao indiciamento, a delegada afirmou que não faltam provas para a abertura de um processo.
“Os casos têm praticamente o mesmo relato e ele está muito fora do padrão de atendimento a essas mulheres. Alegou que o fez dessa forma porque não tinha material para trabalho, o que foi desmentido pelo secretário de Saúde”, completou Dilamar.
A prisão preventiva do acusado não é dada como certa, já que o Ministério da Saúde garantiu que o médico cubano ficará no País e responderá pelas acusações.
O MS havia até mesmo cogitado cancelar o registro do profissional, mas preferiu aguardar o andamento das investigações.