A juíza da 2ª Vara Criminal de Planaltina, Catarina de Macedo, condenou a médica Glaydes José Leite por homicídio culposo – quando não há intenção de matar- após prescrever uma dosagem excessiva de Azitromicina para dois bebês, um de cinco e o outro de oito meses, levando-os a morte. A pena foi inicialmente fixada em quatro anos de detenção, mas foi convertida em dois anos restritivas de direito. A ré ainda foi condenada a pagar à mãe de cada uma das vítimas a quantia de R$135.600 por danos morais.
Segundo a denúncia, em junho de 2012, durante atendimento médico às vítimas, no Hospital Regional de Planaltina, a ré prescreveu uma medicação 12,98 vezes superior àquela recomendada à uma das vítimas e 15,18 vezes superior àquela recomendada ao outro bebê. A imperícia fez com que os dois tivessem uma parada cardiorrespiratória. Eles foram socorridos sem sucesso.
De acordo com a juíza, a médica confessou a prescrisão de dosagem excessiva, mas tentou eximir-se de responsabilidade. “Ela apontou para outros elementos que teriam colaborado para a morte dos bebês, tais como: desatenção dos funcionários que preparam e ministram os medicamentos e a superlotação do hospital”, detalhou Catarina.
A juiza informou que o crime culposo pode ocorrer em decorrência de imprudência, imperícia ou negligência. “Espera-se de um médico que ele saiba os efeitos que a sua prescrição medicamentosa possa causar em seus pacientes e nesse caso, ele foi imperita”, concluiu Catarina.