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Brasília

Média de autuações por uso de fones de ouvido é de 111 a cada dia no DF

Arquivo Geral

04/08/2010 8h27

Mariana Laboissière

mariana.laboissiere@jornaldebrasilia.com.br

 

Ipod, MP3, MP4, MP5 player. Esses aparelhinhos eletrônicos caíram no gosto do brasiliense e já são vilões no trânsito. O Departamento de Trânsito do Distrito Federal (Detran-DF) registra um grande número de multas pelo uso desses  pequenos equipamentos. Afinal, mesmo sendo proibido, muitos motoristas insistem em dirigir usando fones de ouvido. Isso sem falar no bom e velho celular, onde também se pode conectar o dispositivo – que tem função de amplificar o som.

 

Os últimos dados divulgados pelo Detran apontam que, do início de janeiro até o dia 20 de julho, foram registradas 22.477 infrações em todo o DF, 77% do total de registro de todo o 2009 (29.242). A média dos quase sete meses desse ano é de 111 autuações dessa natureza por dia. Todas elas relacionadas ao uso de celulares e fones de ouvido por condutores. 

 

De acordo com especialistas, o uso dos fones vem se tornando uma verdadeira desculpa para os motoristas, uma vez que muitos deles se valem do argumento de que estavam com as duas mãos no volante. Esse tipo de multa é classificada como média e custa R$ 85,13 ao condutor.

 

 

“Quando você começa a dirigir, você precisa pensar para executar algumas ações, mas, quando pega a prática, a atividade se torna, de certa forma, automática. Isso faz com que muitas pessoas achem que podem executar outra atividade ao volante. É o caso de falar ao celular”, explica o especialista em Trânsito da Universidade de Brasília (UnB), David Duarte Lima.

 

 

Pesquisas mostram que o uso do celular aumenta em até 400% o risco de acidentes, no entanto, ainda não existe uma estimativa com relação específica aos fones de ouvido. Mesmo assim, estudos comprovam que bloquear a audição do som ambiente com outros sons altera toda a noção de tempo e espaço do indivíduo. 

 

 

“Falar ao celular enquanto dirige, mesmo com fone de ouvido, é arriscado. Se você fala segurando o celular é ainda mais grave, por uma razão muito simples: você está com uma das mãos ocupadas e, de certa forma, você engessa o pescoço. Já no caso do fone, você fica com as mãos livres, mas isso é só uma vantagem, não quer dizer que você elimina o problema, afinal, você fica com a atenção presa em outro ambiente”, esclarece Lima. 

 

envolvimento

 

Ele lembra que, quando o condutor faz uso do celular, ele se envolve com a conversa e perde a atenção. Como exemplo, ele diz que isso não acontece com a música, pois, quando o condutor está ouvindo rádio, ele escuta passivamente.

 

 

Leia mais na edição desta quarta-feira (04) do Jornal de Brasília.

 

 

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