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Brasília

Marido de policial militar assassinada tem alta adiada

Arquivo Geral

23/02/2012 9h30

Gabriela Coelho
gabriela.coelho@jornaldebrasilia.com.br


O marido da policial militar assassinada na última sexta-feira, o brigadista R.P.V., 33 anos, continua internado em um hospital particular de Taguatinga. A alta, prevista para ontem, foi adiada porque houve problemas com a recuperação do paciente.  Hoje, porém, existe perspectiva de que o suspeito seja transferido para a carceragem do Departamento de Polícia Especializada (DPE).  Durante este período de internação, a movimentação de policiais militares e civis  nas redondezas do hospital é grande. Viaturas fazem ronda pelo local de meia em meia hora.

 

De acordo com o delegado-chefe da 38ª DP, Gerardo Carneiro, na tarde de ontem, R.P.V. teria mexido no ferimento. “Com isso, o caso dele agravou mais uma vez. Saiu muito sangue e pus. Os médicos fizeram outro curativo para estancar o sangue”, afirma.

A polícia acredita que R.P.V teria mexido no ferimento para adiar a sua saída do hospital. Segundo o delegado, ele poderá ter alta a partir das 9h de hoje. “Será feita uma avalização do paciente e aí sim os médicos poderão liberá-lo”, afirma. A polícia espera a alta do suspeito para que ele possa prestar um depoimento mais detalhado sobre o crime  na delegacia.

Funcionários do hospital afirmaram que R.P.V. está acordado e com os braços separados, presos por algemas. Uma enfermeira, que preferiu não se identificar, disse que ele está tranquilo. “Ele foi algemado para não mexer mais na ferida.  O paciente  conversa com todos e parece estar tranquilo”, diz a mulher.

 

O crime

A policial militar Márcia Helena Policarpo, 33 anos,  foi morta dentro de casa na última sexta-feira quando saía para trabalhar. Para a polícia, está praticamente esclarecido o assassinato.  De acordo com o delegado Gerardo Carneiro, o marido da vítima confessou,  ainda no hospital, ter sido o mandante do crime. Para desviar a atenção sobre ele, o suspeito teria pedido que atirassem em seu ombro, só não contava que a bala perfuraria seu pulmão.

O irmão do suspeito, F.M.V., 26 anos, também é acusado de participação no crime, além de um terceiro homem, A.S.D., de 27 anos. Falta apenas saber quem foi o autor dos disparos. Todos tiveram a prisão preventiva decretada.

 “O marido da policial confessou, no hospital, o crime para a polícia. Quando ele recebeu  voz de prisão, não contestou”, afirma o delegado Gerardo Carneiro. Segundo o delegado, o irmão do brigadista afirma que o comparsa disparou os tiros. Já o comparsa afirma que foi o irmão. “Mas, de acordo com as investigações, a polícia não tem dúvidas de que A.S.D. teria atirado tanto na policial quanto no marido dela”, explica.

 

Leia mais na edição impressa desta quinta-feira (23) do Jornal de Brasília.

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