O marido da policial militar assassinada na última sexta-feira (17), o brigadista R.P.V., 33 anos, acaba de ser liberado do hospital particular de Taguatinga em que estava internado. Ele seguirá para a 38ª Delegacia de Polícia para prestar depoimento. Quatro viaturas da polícia militar, três da civil, sendo duas descaracterizadas, fazem a escolta do acusado.
O crime
A policial militar Márcia Helena Policarpo, 33 anos, foi morta dentro de casa na última sexta-feira quando saía para trabalhar. Para a polícia, está praticamente esclarecido o assassinato. De acordo com o delegado Gerardo Carneiro, o marido da vítima confessou, ainda no hospital, ter sido o mandante do crime. Para desviar a atenção sobre ele, o suspeito teria pedido que atirassem em seu ombro, só não contava que a bala perfuraria seu pulmão.
O irmão do suspeito, F.M.V., 26 anos, também é acusado de participação no crime, além de um terceiro homem, A.S.D., de 27 anos. Falta apenas saber quem foi o autor dos disparos. Todos tiveram a prisão preventiva decretada.
“O marido da policial confessou, no hospital, o crime para a polícia. Quando ele recebeu voz de prisão, não contestou”, afirma o delegado Gerardo Carneiro. Segundo o delegado, o irmão do brigadista afirma que o comparsa disparou os tiros. Já o comparsa afirma que foi o irmão. “Mas, de acordo com as investigações, a polícia não tem dúvidas de que A.S.D. teria atirado tanto na policial quanto no marido dela”, explica.