Carlos Carone
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Investigadores que desvendaram a morte supostamente encomendada da soldado da Polícia Militar Márcia Helena Policarpo de Sousa, de 33 anos, aguardam para colher o depoimento do marido dela, o brigadista R.P.V., 33. O suspeito, que está preso sob custódia em um hospital de Taguatinga, deverá receber alta entre hoje e amanhã. No sábado à tarde, quando recebeu voz de prisão, o brigadista preferiu se manter em silêncio sobre a motivação da morte. Para a polícia, o crime teria motivação financeira, pois policiais mortos fardados sobem de patente e familiares ainda recebem uma indenização de R$ 100 mil.
A prisão preventiva dos três envolvidos será pedida pelo delegado-chefe da 38ª Delegacia de Polícia (Vicente Pires), Gerardo Carneiro. Enquanto o irmão do brigadista, o pintor F.M.V., 26 anos, está preso no Departamento de Polícia Especializada (DPE), o homem apontado como comparsa da dupla, A.S.D., 27 anos, está detido no Centro Integrado de Operações em Segurança (Ciops) de Águas Lindas, pelo crime de porte ilegal de arma.
O delegado tenta, por precatória, pedir o recambiamento do suspeito para o DF. A Polícia Civil do DF quer agilizar a transferência antes que o suspeito seja liberado, já que ele está detido por um crime afiançável. Ele foi preso na sexta-feira última por PMs em um prostíbulo da cidade. Foi preso porque estava armado.