Vamos comer a cidade”. Pode parecer uma frase estranha, mas foi o que aconteceu ontem no Centro Cultural Banco do Brasil. Quem foi ao local pôde provar os doces que serviram para a montagem de réplicas de prédios de Brasília. Adultos e crianças aprovaram a obra de arte, que acabou devorada em questão de minutos.
Já passavam das 11h quando uma multidão se aglomerou para ver a tão falada maquete de comida. Nem mesmo a chuva impediu que os visitantes se acotovelassem em volta de um cordão de isolamento. Ao entrar no local, era impossível não sentir o cheiro característico dos doces. A hora marcada para a comilança era 11h30, mas as bocas famintas tiveram que esperar até depois do meio-dia.
Puxado pelas crianças, um coro gritava “libera” e pressionava para o desfecho na performance. Quando finalmente chegou a hora, a correria foi grande. Todos queriam um pedaço da Brasília doce. Para poder aproveitar mais, algumas pessoas levaram até vasilhas e sacolas.
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Foram retratados cartões-postais da cidade. A Esplanada dos Ministérios foi reproduzida por inteiro, com o Congresso Nacional no meio, os prédios padronizados, mas sem esquecer dos palácios da Justiça e do Itamaraty, onde foram utilizados biscoitos waffer. A Catedral teve atenção especial e foi feita com barras de chocolate.
Tudo isso foi feito com 600 quilos de biscoito, chocolate e outras guloseimas. O trabalho artesanal de montagem durou quatro dias e foi feito por uma equipe de arquitetos. O idealizador da obra foi o artista plástico chinês Song Dong, que estudou a cidade antes de decidir o que seria retratado e quais seriam os melhores materiais.
Dong já montou 15 cidades em miniatura, entre elas Belo Horizonte, São Paulo, Londres e Barcelona. O artista classificou a experiência de retratar a capital brasileira como única.
“Brasília é como um grande museu, com prédios e arquitetura únicos. É uma cidade com amplos espaços vazios de propósito. Foi o meu projeto mais complexo”, disse. Para mostrar a arquitetura da cidade, Dong estudou fotos, vídeos e, claro, conheceu pessoalmente as obras. Fazem parte da performance as gravações do processo de montagem e do momento em que o público pode devorar os doces.
Confira o vídeo:
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