Mais de 100 entidades do setor produtivo e profissional de Engenharia, Arquitetura e Agronomia de Brasília assinaram, nesta sexta-feira (5), um manifesto à nação brasileira contra a possibilidade de intervenção federal no DF. O documento se baseia na defesa dos princípios democráticos, sustenta que GDF não está parado e que as consequências de uma intervenção seriam desastrosas para toda a população da cidade.
O manifesto foi apresentado ao governador em exercício, Wilson Lima, nesta tarde, durante encontro com representantes do Movimento Permanente de Vigilância ao Estado Democrático de Direitos Individuais e Coletivos. O governador recebeu, assim, o apoio desses setores para dar continuidade aos programas de governo. O documento será protocolado no Supremo Tribunal Federal (STF), no Congresso Nacional e na Ordem dos Advogados do Brasil (OAB).
Os cinco pontos que norteiam o texto são: Pela governabilidade no DF; Respeito à Lei Orgânica, Repúdio veemente contra a intervenção no DF; Pelo Desenvolvimento Sustentável; e Apuração dos Fatos. Os tópicos apresentados foram referendados por federações, associações, conselhos, sindicatos e organizações do DF.
O presidente da Associação Brasiliense de Construtores, Régiton Queiroz Menezes, explicou que esses setores são muito importantes para o desenvolvimento local e seriam muito afetados com a intervenção, que causaria paralisação de obras, desemprego e insegurança jurídica. “Quando o governo para, as empresas demitem, os empréstimos no banco param, tudo vira um caos”, disse.
O presidente do Conselho Regional de Engenharia, Arquitetura e Agronomia do DF (CREA-DF), Francisco Machado da Silva, contou que o manifesto está em defesa de toda a população local. “A intervenção política é um retrocesso à democracia e representa ato de violência contra o pacto federativo”, frisou Silva ao citar um dos cinco pontos que norteiam o manifesto.
O secretário de Obras, Jayme Alarcão, que participou do encontro com o governador em exercício e os representantes do movimento, avaliou que o apoio desses setores à população e à autonomia do GDF é de extrema relevância para garantir a continuidade dos trabalhos no governo. “É muito importante porque demonstra que nossa comunidade está atenta à situação que pode ser drástica”, destacou.