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Brasília

Mais uma semana sem aulas

Arquivo Geral

18/04/2009 0h00

Cerca de 560 mil alunos da rede pública de ensino do Distrito Federal continuarão prejudicados com a falta de aulas, prostate pelo menos, pills até a próxima sexta-feira, sale quando o Sindicato dos Professores realizará nova assembleia geral na Catedral Metropolitana de Brasília. A Secretaria de Educação, porém, avisa que a folha de pagamento será fechada na próxima quarta, com perda diária  de R$ 160,01 para os grevistas. Portanto, quem estiver paralisado desde o primeiro dia de greve, 13 de abril, até o dia de fechamento das contas (22), terá redução de R$ 1.600,10 no salário do mês.

A decisão de manter a greve foi tomada pelo Sinpro em reunião na manhã de ontem, após rejeitar o pedido do GDF de um prazo de 90 dias para buscar ajuda de custo do Governo Federal, avaliar o comportamento das receitas e avançar nos aumentos salariais. O pedido de reajuste é de 15,31%.

Segundo o secretário de Educação, José Luiz Valente, o GDF já fez tudo o que podia para explicar aos professores a situação da falta de verba causada pelo corte de R$ 238 milhões do Fundo Constitucional, utilizado para pagamento de funcionários da Educação, Saúde e Segurança Pública.

“Fomos ao limite do que era possível”, observa Valente. Após reunião com o ministro da Fazenda, Guido Mantega, na última quarta-feira, o governador José Roberto Arruda informou que não há como realizar nenhum aumento antes que o Governo Federal reveja o corte no Fundo Constitucional.

Temporários
O secretário de Educação adianta que o GDF continuará tomando as medidas necessárias para garantir aos alunos a melhor oferta de aulas possível. Serão contratados professores substitutos para o lugar dos professores que estiverem em greve, além de os grevistas terem o ponto cortado.

“Vamos contar com o bom senso dos professores para que retornem às salas, na medida em que é impossível a gente conseguir outra alternativa num espaço curto de tempo”, observa Valente. “Essa é a lógica do processo, não pode ser diferente”, avalia. Até ontem, não estava prevista nenhuma reunião do governo para novas negociações com a categoria.
Da última quinta-feira para ontem, diminuiu de 22 para 14 o número de escolas que tiveram paralisação total no turno matutino. No entanto, o número de professores paralisados subiu de 3.148 para 3.341 (26,87%). No período vespertino, a adesão dos grevistas foi de 25%, igual a quinta-feira.

Conforme o diretor do sindicato Antônio Lisboa, a categoria está irredutível. “Esperamos que o governo apresente uma proposta de cumprimento da lei porque até agora não apresentou nada”, afirmou. Na próxima quarta-feira, os  sindicalistas organizarão assembleias regionais em todas as cidades, às 8h30, a fim de realizar um levantamento do percentual de professores que aderiram à greve.

Exoneração
A manhã de ontem também foi marcada por uma reunião entre o secretário de Educação, José Luiz Valente, e os 14 diretores regionais da rede pública de ensino. O encontro serviu para alertar que não serão aceitas atitude de conivência entre os ocupantes de cargos de confiança com o movimento dos professores grevistas.

“Portanto, será exonerado todo diretor de escola da rede pública que não agir em acordo com as responsabilidades de seu cargo”, dizia uma matéria publicada ontem no site da secretaria. A medida já foi aplicada ao vice-diretor do CED 2 de Sobradinho, José Rodrigues, exonerado após impedir a entrada dos alunos na escola na última terça-feira.

Conforme informações do site da Secretaria de Educação, servidores do banco de diretores reserva ocuparão os cargos vagos pelas exonerações. São gestores que estão aptos a assumir, já que passaram por todas as etapas exigidas pela Lei de Implantação da Política de Gestão Compartilhada, mas não foram eleitos. A prerrogativa da nomeação a cargos dos diretores é do governador, lembra o site.

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