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Brasília

Mais um grupo de adolescentes é transferido do antigo Caje

Arquivo Geral

27/02/2014 14h08

Faltam poucos dias para que o antigo Caje feche definitivamente as portas. Mais um grupo de adolescentes deixou a Unidade de Internação do Plano Piloto (UIPP), hoje, e seguiu para novas instalações em São Sebastião, inauguradas na semana passada. Os jovens foram os primeiros a deixar a UIPP para seguir para uma unidade de internação.

“Essa unidade tem escola, oficina, ginásio coberto, quadra de esportes e todas as condições para desenvolver uma política de ressocialização. Nosso objetivo é que eles saiam do quarto de manhã e voltem à noite tendo atividades durante todo o dia”, ressaltou a secretária da Criança, Rejane Pitanga.

Foram transferidos hoje 44 jovens e, na segunda quinzena de março, serão mais 43, um total de 87 que ocuparão o novo espaço. Restarão ainda 119, que seguirão para a unidade de Santa Maria, que deve ficar pronta em março, data prevista para a total desativação do local.

A primeira etapa de desativação da UIPP ocorreu no fim do ano passado com a transferência de adolescentes, que ocupavam três módulos do antigo Caje, para a Unidade de Internação Provisória de São Sebastião, antigo Cesami, e para a Unidade de Saída Sistemática, no Recanto das Emas. A unidade de Santa Maria será inaugurada em março, a de Brazlândia, daqui a 60 dias, e as do Gama e Sobradinho estão em processo de licitação.

De acordo com Pitanga, o sistema está sendo organizado dentro de uma concepção da Lei 12.594/2012, que institui o Sistema Nacional de Atendimento Socioeducativo (Sinase). “Temos uma unidade de provisório; uma de adolescentes que já cumprem benefício, que são aqueles que saem nos finais de semana; e vamos ter uma de maiores e essa de menores, todas com condições para a gente desenvolver uma política de ressocialização”, destacou.

O antigo Caje, com capacidade para alojar até 162 adolescentes, chegou a receber 500 em 2012. “Já tivemos 30 mortes aqui ao longo de 37 anos, várias rebeliões. As novas unidades são muito diferentes daqui, que é um monte de puxadinho sem condições inclusive de salubridade e de segurança. Nós queremos construir cidadania, devolver esses adolescentes para a sociedade, preparados para estarem inseridos no contexto social e não haver reincidência”.

 

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