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Brasília

Mais polêmica: Iphan iria determinar retirada do Tatu-bola da Esplanada

Arquivo Geral

12/10/2012 9h26

Soraya Sobreira
soraia.sobreira@jornaldebrasilia.com.br

E a confusão com a réplica do tatu-bola, mascote da Copa de 2014, parece estar longe do fim. Depois de esfaqueado, o boneco é alvo de discórdia entre o Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) e o Governo do Distrito Federal (GDF).  A polêmica envolve um documento de autorização prévia que deveria ser emitido pelo instituto, antes de o boneco ser instalado na Esplanada dos Ministérios.

O Iphan é responsável por zelar e proteger os monumentos históricos e artísticos brasileiros, entre eles, o acervo arquitetônico e urbanístico. Como se sabe, Brasília é tombada e considerada Patrimônio Cultural da Humanidade. De acordo com informações da assessoria do instituto, a exposição do boneco desrespeita à legislação federal e distrital que proíbem ou impõem condicionantes para a divulgação de publicidade ao longo da Esplanada dos Ministérios.

O Iphan garante que o mascote, mesmo depois de consertado, não deve voltar para a Esplanada dos Ministérios. Caso contrário, o instituto pode determinar a retirada do boneco. O órgão reclama, principalmente, da propaganda que está exposta na blusa vermelha do tatu com a logomarca da Coca-Cola, patrocinador oficial do evento esportivo.

Antes do esfaqueamento do mascote, ocorrido na madrugada de  terça-feira, os técnicos do Iphan já estudavam as medidas cabíveis para retirada do material. A Brasal Refrigerantes, empresa responsável pelo tatu-bola e fabricante da Coca-Cola no Distrito Federal, alega que recebeu autorização do Governo do Distrito Federal para instalar o boneco e que foram respeitados todos procedimentos indicados.

A empresa não informou se o boneco já foi reparado. Mas há informações de que a réplica não volta enquanto não houver entendimento entre os órgãos.
  
A Secretaria Especial da Copa no DF informou que a Administração Regional de Brasília autorizou realmente a exposição do boneco por considerar a relevância da matéria para o Brasil e para a capital brasileira. O governo destacou que essa  ação de divulgação ocorre, simultaneamente, em outras 12 capitais que sediarão os jogos.
 
O GDF informou que a iniciativa visa engajar a população brasiliense na realização do evento, que divulgará a cidade como destino turístico. No mesmo sentido, a Brasal defendeu sua divulgação dizendo que a exposição representa o início das atividades relativas à Copa do Mundo na cidade como um símbolo de alegria e do espírito festivo.

O roteiro previsto para o tatu-bola indica que ele deverá passar por outros três pontos do Distrito Federal: balão do Torto, balão do aeroporto e entrada de Taguatinga. O Iphan informa que a exposição nestes locais precisa apenas de autorização do GDF.

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