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Brasília

Mais de oito mil fazem a festa no Pacotão

Arquivo Geral

19/02/2012 20h27

Sheila Oliveira

sheila.oliveira@jornaldebrasilia.com.br

 

Carnaval brasiliense que não tem Pacotão não é folia que se preze. Este ano, o irreverente bloco de rua trouxe uma novidade: o primeiro bloco de Carnaval de pessoas com deficiência, intitulado “Deficientes é a Mãe”. Cerca de 50 pessoas, com diversos tipos de deficiência, desfilaram ao lado da “Banda Podre do Pacotão” e dos oito mil foliões brasilienses, de acordo com estimativa da Polícia Militar do DF.

 

Cartazes, faixas e fantasias fizeram parte da festa que partiu da 302 Norte, às 15h, em direção à 504 Sul. O deficiente visual e organizador do “Deficientes é a Mãe”, César Achkar, 48 anos, não perdeu o pique em nenhum momento do percusso. “Vamos pular Carnaval até de madrugada e provar que podemos participar de qualquer evento como qualquer outra pessoa”, conta.

 

Segundo ele, o objetivo era chamar atenção para as políticas públicas que já existem e não são cumpridas. “Muitas leis que foram aprovadas só existem no papel”, diz.

 

De acordo com a coordenadora do Fórum Permanente de Apoio e Defesa da Pessoa com Deficiência do DF e Entorno (Faped), Lurdinha Danezi, a ideia de criar o bloco surgiu da necessidade de sensibilizar a  população a respeito dos problemas enfrentados pelos deficientes no dia a dia. “O bloco também é uma forma de protesto sobre a falta de acessibilidade que o deficiente enfrenta diariamente”, observou. “Muitas pessoas acham que uma pessoa deficiente não pode participar de uma atividade de lazer, como o Carnaval. Isso não é verdade”, completou.

 

Leia mais na edição impressa desta segunda-feira do Jornal de Brasília

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