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Brasília

Mais de 70 pontos de bloqueio são montados para coibir criminosos no DF

Arquivo Geral

10/03/2012 7h00

 

Carlos Carone
carone@jornaldebrasilia.com.br


Reduzir o índice criminal do roubo com restrição de liberdade da vítima, o sequestro relâmpago, se tornou quase uma obsessão para a Secretaria de Segurança do Distrito Federal. Ontem à noite, uma mega operação foi deflagrada para tentar coibir a prática criminosa. Sexta-feira é um dos dias semana com maior incidência do crime.

 

A Operação Cerco Total foi planejada pela Polícia Militar, que irá montar 73 pontos de bloqueio em praticamente todas as cidades do DF. Ao todo, 220 homens, 73 viaturas e dois helicópteros com visão noturna seriam usados na primeira noite da ação, que também será desencadeada hoje e amanhã. As próximas operações serão feitas em dias específicos.

 

Uma análise criminal serviu de base para a montagem da operação que identificou os principais locais onde a maioria das 128 vítimas foram rendidas entre 1º de janeiro e ontem. Os pontos onde mais se registram casos de sequestros relâmpago são os setores comerciais Sul e Norte, bancários Sul e Norte e no Plano Piloto. Em seguida, aparecem a região central de Taguatinga e Ceilândia, as duas maiores cidades do DF. As avenidas comerciais Norte das duas cidades também serão patrulhadas por serem pontos preferidos criminosos.

 

O levantamento que está nas mãos da PM também identificou que muitos dos crimes tinham como alvo final o veículo das vítimas. Carros foram localizados dias depois, depenados, em várias cidades localizadas na Região Metropolitana do DF. Segundo o tenente-coronel Zilfrank Antero, o crime alimenta a indústria do comércio de carros roubados. “Sabemos que boa parte dos carros aparece na Cidade Ocidental, Formosa, Águas Lindas e Valparaíso”, destacou o oficial.

Objetivo

Nestes casos, os criminosos abandonam as vítimas já na divisa entre as cidades goianas e o DF e, muitas vezes, levam apenas os objetos pessoais, o que descaracteriza os traços de um sequestro relâmpago clássico, em que o autor circula com as vítimas para serem efetuados saques em caixas eletrônicos. “Também identificamos que os crimes que realmente são sequestros relâmpago são cometidos por criminosos que são do DF e não de ladrões que deixam Goiás para praticar os roubos aqui”, explicou o coronel.

 

Leia mais na edição impressa deste sábado (10) do Jornal de Brasília.

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