O Comitê de Combate ao Uso Irregular do Solo, coordenado pela Secretaria da Ordem Pública e Social (Seops) e pela Agência de Fiscalização (Agefis), erradicou 24 construções irregulares, nesta terça-feira (4). As obras foram erguidas em áreas públicas durante o último feriado. Entre as cidades vistoriadas estão Gama, Estrutural e São Sebastião. Ao todo, 136 servidores de oito órgãos foram mobilizados para as operações.
A maior parte das remoções ocorreu durante fiscalização na Chácara Santa Luzia, dentro da área de tamponamento do Parque Nacional de Brasília, que corresponde a 300 metros dos limites da reserva. A faixa é protegida pela legislação ambiental. Uma fossa e 17 edificações feitas em madeira acabaram retiradas do local.
Em outra área, desta vez próxima ao Parque Urbano e atrás da Vila Olímpica da cidade, foram mais 20 metros lineares de cerca e uma edificação irregular. Agentes do Comitê vão realizar operações de vigilância nesses locais para evitar o surgimento de novas construções.
O mesmo irá ocorrer na Ponte Alta Norte, região de condomínios irregulares do Gama. No setor vigora uma ação civil pública que condiciona o surgimento de novas obras à autorização judicial. A medida vale até o fim do processo de regularização. Nenhuma das obras retiradas foi autorizada.
Nesta terça-feira, o Comitê iniciou a fiscalização pelo Condomínio Marlon, onde erradicou uma edificação feita de alvenaria, 110 metros lineares de muro e 200 metros lineares de cerca. No Condomínio Alvorada, Chácara 50, foram mais duas edificações e um muro de 80 metros lineares. A ação foi encerrada em área em frente à Chácara 4, às margens da DF-475, onde uma edificação e uma cerca de 50 metros foram ao chão.
Em São Sebastião, a equipe retirou uma edificação numa área da Terracap não endereçada que fica ao lado da Chácara 61, do Núcleo Rural Capão Comprido. No bairro Vila do Boa, Residencial Bora Manso, foram mais três fossas, 380 metros lineares de cerca e uma edificação. No mesmo local foi retirado o acréscimo de uma edificação.
Participaram da operação Seops, Agefis, Polícia Militar, Corpo de Bombeiros, Serviço de Limpeza Urbana (SLU), Companhia Energética de Brasília (CEB), Polícia Ciivl e Companhia de Saneamento Ambiental do DF (Caesb).