Os olhares atentos, more about as conversas animadas e a busca por informações de todos os tipos denunciavam o entusiasmo dos mais de 2 mil jovens presentes no Centro Comunitário Athos Bulcão na manhã de segunda-feira, buy 9 de março. Calouros do primeiro semestre de 2009 da Universidade de Brasília, eles tiveram o primeiro contato com a instituição em recepção organizada pela Reitoria. O encontro dá início a uma vasta programação de boas-vindas.
“A nossa expectativa é que vocês ocupem a UnB de forma criativa, inquietante e façam dos espaços físicos da instituição um ambiente de convivência e conhecimento”, afirmou o reitor José Geraldo de Sousa Jr. O reitor brincou dizendo que todos são calouros. A administração, que inicia as atividades com a UnB em aulas, e os jovens, que começam uma nova etapa em suas vidas. “Saibam que ingressaram em uma universidade propositiva, democrática e inclusiva. Esperamos que os estudantes integrem a institução e façam parte desse projeto”, afirma o vice-reitor João Bastista de Sousa.
PROTAGONISTAS
Ao lado dos cinco decanos da instituição, José Geraldo e João Batista convidaram os alunos a participarem de projetos de iniciação científica, de trabalhos junto à comunidade e dos programas culturais oferecidos nos quatro campi da universidade – localizados em Planaltina, Ceilândia, no Gama e no Plano Piloto.
Antes mesmo de ouvir as palavras do reitor e do vice-reitor, a caloura de Serviço Social Jéssica Marília Matos, 17 anos, já se sentia à vontade para desfrutar da estrutura oferecida pela instituição. Ela carregava na mão dois livros locados na Biblioteca Central da UnB. “Aproveitei que fiz o registro para pegar um livro de literatura e outro sobre o meu curso”, conta a jovem, que mora em Ceilândia.
Com o mesmo engajamento, o calouro Paulo Henrique Bernardo Melo, 18 anos, pensa em procurar professores da área de programação computacional para iniciar pesquisa. Ele começará o curso de Engenharia na Faculdade UnB Gama e pretende se especializar em Engenharia de Software. “É a área que mais gosto da profissão”, comenta.
COMEMORAÇÃO
Mas são poucos, como Jéssica e Melo, que demonstram afinidade com a instituição. O clima entre a maioria dos calouros ainda era de comemoração pela aprovação no vestibular e muita curiosidade sobre a nova fase. “Passar na UnB era tudo que eu queria”, diz a aluna de Terapia Ocupacional da Faculdade UnB Ceilândia Hellen Delchova, 17 anos. “Ainda não entendo muito dos projetos, mas quero participar de tudo que puder”, conta a nova aluna de Enfermagem do Campus Darcy Ribeiro, Jéssica Malta, 19 anos.
Perdida com tanta novidade, Corina Clovison, 17 anos, perguntava para colegas onde fica o Departamento de Relações Internacionais. Ela veio de Avaré, uma pequena cidade do interior de São Paulo, para fazer o curso na UnB. “Não conheço direito Brasília e é a primeira vez que venho ao campus”, diz. Os pais, orgulhosos com a aprovação no vestibular, acompanhavam a filha.
“Estávamos preparados para a mudança, em dezembro visitamos Brasília para ver um lugar para ela morar”, afirma o pai de Corina, Marcelo Nassif, já conformado em viver mais de 1.000 km longe da filha. “Ela sempre foi muito focada e queria muito passar para Relações Internacionais”, diz a mãe, Vanda Nassif. Ela conta que a jovem chegou a ser aprovada em Administração na primeira fase do vestibular da Fuvest e nem fez a segunda por causa da UnB.
Ao todo, 2,7 mil novos alunos começam graduação na UnB no primeiro semestre de 2009 e estudarão em quatro campi do Distrito Federal. Somam-se a esses, 10 indígenas aprovados por convênio entre UnB e a Fundação Nacional do Índio.
Outros 1,4 mil calouros da instituição iniciam atividades acadêmicas em outras cidades do país. Eles são alunos dos cursos realizados em parceria com a Universidade Aberta do Brasil, projeto do Ministério da Educação de ensino superior a distância. Atualmente a UnB possui 20 pólos distribuídos nas regiões Nordeste, Centro-Oeste, Norte e Sudeste. Os alunos de fora do Distrito Federal acompanharam as boas-vindas pela UnBTV, na internet.