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Brasília

Mais de 150 crianças operam em mutirão. Cerca de 1.500 têm o problema

Arquivo Geral

21/08/2010 16h42

 

Mariana Laboissière

mariana.laboissiere@jornaldebrasilia.com.br

 

A cada ano, aproximadamente 1,5 mil crianças apresentam hérnia inguinal em todo o Distrito Federal, uma doença congênita que ocorre na região da virilha, com maior incidência em pessoas do sexo masculino.Neste sábado (21), na IV Edição do Mutirão Nacional de Cirurgia da Criança, 160 pequenos, de um a 12 anos, conseguiram a tão esperada cirurgia na rede pública. A iniciativa ocorreu paralelamente em outros 38 hospitais de 14 estados brasileiros. No DF, somente o Hospital Regional da Asa Sul (Hras) realizou os procedimentos.

 

A mãe de Davisson Kauan Evangelista, cinco anos, estava nervosa, aguardando a vez do filho. Sentada em um dos bancos do corredor repleto de crianças ela não escondia a ansiedade. “Ele é o próximo, estou preocupada. Ele também está nervoso”, disse a comerciante Míriam Pereira, 25 anos. “Mas é muito bom finalmente conseguir. Deixei o pedido no posto de saúde perto da minha casa em 2008 e só agora tive uma resposta. Foi muito complicado para ele porque as dores o acompanham desde novinho. Agora é a chance dele ficar bem”, reitera. Míriam só lamenta o fato de o filho ter ficado em jejum por várias horas para ser operado.

 

Até as 11h30 de ontem cerca de 70 crianças já tinham sido submetidas à intervenção, que por ser considerada de médio porte e baixa complexidade permite alta hospitalar logo após a realização do procedimento – com duração de uma hora.  Caso não se opere, a hérnia pode virar um estrangulamento  e a criança ir a óbito morrer. O mutirão – sob a coordenação da Associação Brasileira de Cirurgia Pediátrica (Cipe) e apoio da Secretaria de Saúde do DF (SES-DF) – teve início às 7h e término às 18h.  

 

Leia mais na edição deste domingo (22) do Jornal de Brasília.

 

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