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Brasília

Mais ação para combater a violência no DF

Arquivo Geral

31/03/2009 0h00

O governador  José Roberto Arruda anuncia nesta terça-feira (31) medidas para combater a violência no Distrito Federal. Durante a cerimônia de posse de 140 novos policiais civis, try nesta segunda-feira (30), information pills Arruda adiantou que entre as ações estarão o convite a policiais militares inativos para os postos de segurança comunitária, a contratação de estagiários entre 18 e 24 anos para serviços burocráticos internos – liberando 800 policiais para as ruas – e mudanças no serviço voluntário da Polícia Militar.


O governador também cobrou resultados do diretor da Polícia Civil, Cléber Monteiro. “Dei todos os meios que as Polícias Militar e Civil me pediram. Agora estou cobrando mais ação. Quero que a polícia reaja a esta série de atos criminosos aqui em Brasília com força e rapidez”, afirmou o governador.


Além dos 140 policiais civis – 63 escrivães, 36 papiloscopistas, 30 peritos criminais e 11 médicos legistas – 450 técnicos penitenciários também começam a trabalhar nos próximos dias. Com as posses, 300 agentes voltam para as ruas e reforçam o trabalho policial. “Vivemos um momento de crise, de diminuição da arrecadação, mas esta é uma emergência”, ressaltou o governador. Na semana passada, o GDF anunciou que o orçamento para este ano deve perder cerca de R$ 1 bilhão em repasses da União e em arrecadação por causa da crise financeira mundial.


Os 140 novos policiais aprovados no último concurso público fizeram um curso de formação de três meses de duração (420 horas). Os escrivães serão distribuídos por todas as 31 delegacias circunscricionais, além das Delegacias de Atendimento à Mulher e da Criança e do Adolescente. Já os papiloscopistas, peritos e médicos legistas vão compor os quadros dos Institutos de Criminalística, Médico Legal e de Identificação. Os salários dos novos servidores variam de R$ 7.514,33 (escrivão e papiloscopista) a R$ 13.368,68 (médicos legistas e peritos). O GDF prevê a contratação de outros 150 policiais civis destas áreas, aprovados no mesmo concurso do ano passado, assim que houver novamente recursos em caixa.


De acordo com Cléber Monteiro, a Casa Civil avalia um projeto para complementar os quadros da Polícia Civil ao longo de quatro anos. A principal deficiência é no número de agentes de polícia que, segundo o projeto, deve ser aumentado em pelo menos dois mil policiais. Também deverão ser contratados mais 200 delegados, 500 escrivães, 200 peritos criminais, 80 médicos legistas e 100 papiloscopistas. “A cidade cresceu muito, mas os serviços, especialmente segurança, não cresceram na mesma proporção”, afirmou Monteiro, ressaltando que o quadro da Polícia Civil – com 5,2 mil agentes em atuação – é o mesmo desde 1993.

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